Com correção da tabela, 73% dos cearenses ficariam isentos do imposto sobre a renda
A defasagem da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 134,52% deixa 267 mil cearenses fora da isenção do tributo, diz levantamento do Sindifisco-CE
A defasagem da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é calculada em 134,52% e deixa quase 15,3 milhões de contribuintes brasileiros de fora da isenção ao tributo, conforme a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco). No Ceará, esse número seria de 267 mil declarantes a mais. Somados aos 248 mil que já não pagam o imposto, a correção acarretaria em 73% dos cearenses isentos do tributo sobre a renda.
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Ou seja, segundo o levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) no Ceará, ao todo, 515 mil cearenses não deveriam pagar o imposto de renda se não houvesse defasagem na tabela do IRPF.
Atualmente, a entidade diz que temos um total de 703.969 declarantes do tributo no Estado, conforme dados do fechamento de 2020. Destes, aproximadamente 248 mil foram isentos, pois declararam menos de R$ 22.847,76 no ano.
A atualização da tabela era promessa de campanha do então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, em 2018.
Durante o pleito de quatro anos atrás, Bolsonaro havia prometido isentar quem ganhasse menos de cinco salários-mínimos. No ano passado, o presidente chegou a reafirmar o compromisso com a ampliação das faixas de isenção do IR para 2022, porém, num patamar menor, de R$ 3 mil.
Mas, a Unafisco estima que apenas nos três primeiros anos do governo Bolsonaro, 4,65 milhões de contribuintes passaram a ter de declarar o IR, por conta da ausência de correções na tabela de isenção ao longo do período de 1996 até 2021, ou cerca de 25% do total de brasileiros que não teriam essa obrigação, caso não existisse defasagem.
A última correção feita na tabela aconteceu em 2015, durante a gestão da ex-presidente Dilma Roussef, quando houve reajuste de 5,6%, índice inferior à inflação registrada naquele ano, que foi de 10,67%.
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