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Preços dos imóveis em Fortaleza têm alta de 6,96% em 2021

Os dados de novembro do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) foram divulgados nesta terça-feira, 21, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
11:37 | Dez. 21, 2021
Autor Irna Cavalcante
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Irna Cavalcante Repórter no OPOVO
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Tipo Notícia

Os preços dos imóveis em Fortaleza registraram alta de 0,84% em novembro. O indicador ficou acima da variação registrada no mês imediatamente anterior (0,77%). Os dados do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) foram divulgados nesta terça-feira, 21, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No acumulado do ano, os imóveis na capital cearense tiveram valorização de 6,96% e de 7,02% em doze meses.

Apesar da tendência de aceleração, na variação mensal, esta foi a segunda menor alta do País. Está à frente apenas para a de Recife, que teve variação de 0,11% no mês. Por outro lado, em Curitiba os imóveis tiveram valorização de 1,82%, usando a mesma base de comparação. 

O IGMI-R é medido com base nos laudos de imóveis financiados pelos bancos. Em novembro, o IGMI-R do Brasil ficou em 1,12% e acumula alta de 15,76% em doze meses. 

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De acordo com a Abecip, essa aceleração da taxa de variação acumulada em 12 meses foi observada para as 10 capitais analisadas pela pesquisa, porém, com dispersão significativa entre elas.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília, por exemplo, registraram variações reais nos preços de seus imóveis residenciais, tomando como base o IPCA/IBGE acumulado durante os mesmos 12 meses (10,67%).

Já Salvador e Goiânia tiveram variações reais praticamente nulas, enquanto Belo Horizonte, Fortaleza e Recife apresentaram variações inferiores à da inflação.

A entidade também ressalta que as últimas informações relativas às percepções dos empresários do setor de edificações residenciais, refletidas na Sondagem da Construção Civil do IBRE/FGV, mostram em novembro quedas tanto no Índice de Situação Atual quanto no Índice de Expectativas.

A queda no Índice de Expectativas da Sondagem da Construção Civil em novembro é explicada pelas quedas dos componentes relativos à Demanda Prevista (para os próximos três meses) e Tendência Geral dos Negócios (para os próximos seis meses).

“A perspectiva de continuidade de aumentos nas taxas de juros, no contexto de preocupações com a dinâmica do quadro fiscal e fraca recuperação do mercado de trabalho, resulta em um cenário menos favorável para investimentos em geral nos próximos meses. Em particular, uma desaceleração no ritmo de financiamento de imóveis residenciais pode reduzir a demanda e suavizar o ritmo de elevações dos preços do setor”, informa a Abecip.

 

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