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IPCA de agosto sobe 0,87% ante alta de 0,96% em julho, mostra IBGE

09:48 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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Agência Estado Jornal
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, ante um avanço de 0,96% em julho, informou nesta quinta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,62% e 0,85%, com mediana positiva de 0,70%.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 5,67%.
Em 12 meses, o resultado foi de 9,68%, também mais alto que o teto das projeções dos analistas, que iam de 9,40% a 9,66%, com mediana de 9,50%.

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Puxada pelos combustíveis, infIação oficial fecha agosto em 0,87%

Economia
09:48 | Set. 09, 2021
Autor Agência Brasil
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%. Em agosto do ano passado, a variação foi de 0,24%. Os dados foram divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os nove grupos e serviços pesquisados pelo instituto, oito subiram em agosto, com destaque para os transportes, com alta de 1,46%, puxado pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e óleo diesel 1,79%.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,88% em agosto, 0,14 ponto percentual abaixo do resultado de julho, quando a alta foi de 1,02%. No ano, o indicador acumula elevação de 5,94% e em 12 meses chega a 10,42%, acima dos 9,85% observados nos 12 meses anteriores. Em agosto do ano passado, a taxa variou 0,36%.

Para o INPC, a principal influência foram dos produtos alimentícios, que subiram 1,29% em agosto, acima de 0,66% observado em julho. Os produtos não alimentícios desacelararam e tiveram alta de 0,75% no mês, após variação positiva de 1,13% em julho.

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Última pesquisa para safra 2020/21 confirma queda de 1,8% ante 2019/20, diz Conab

ECONOMIA
09:33 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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A produção nacional de grãos na safra 2020/21 deve atingir 252,3 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% sobre a safra passada 2019/20, que foi de 257,01 milhões de t. Na comparação com a pesquisa anterior, de agosto, a safra 2020/21 é 0,7% menos (menos 1,67 milhão de t), conforme mostra o 12º e último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira, 9. A partir de outubro, a estatal reinicia o ciclo e passa a calcular os números da próxima colheita 2021/22 no País, explica a Conab, em comunicado.
As áreas das culturas de primeira safra estão totalmente colhidas, as de segunda safra em fase final de colheita. As culturas que têm uma terceira safra, como milho e feijão, estão com as lavouras em fase desde florescimento até o fim da colheita. As culturas de inverno, como trigo, estão em fase inicial de colheita, que será intensificada a partir deste mês.
No caso do milho, a produção total é de 85,75 milhões de toneladas, volume 16,4% menor que em 2019/20, quando fechou em 102,5 milhões de toneladas. A primeira safra está com a colheita finalizada (queda de 3,7%, para 24,74 milhões de t ante 2019/20). A segunda safra, com 86,9% concluída até o fim de agosto, deve ser de 54,47 milhões de t (menos 20,8%). Para a terceira safra, situada na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia), além dos cultivos em Pernambuco e Roraima, as fases das lavouras variam desde a fase vegetativa até as operações de colheita. A previsão é de colheita de 1,53 milhão de t, queda de 16,8% ante 2019/20.
A produção de soja foi a que equilibrou mais os números totais da safra, com uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas, aumento de 8,9% em relação à safra 2019/20. O levantamento feito pela Companhia mostra que a colheita está praticamente finalizada, restando a produção de Roraima e Alagoas, que representam pouco mais de 0,1% do volume nacional.
Em relação ao feijão, cultura também bastante atingida pelas intempéries climáticas, as atenções estão voltadas para a cultura de terceira safra, que se encontram em fase final de colheita. A produção total é estimada em 2,86 milhões de toneladas, 11,4% menor que a obtida na safra 2019/20, com impacto da seca nas principais regiões produtoras. Dessa produção, 1,7 milhão de toneladas são de feijão comum cores, 483,7 mil toneladas de feijão comum preto e 625,2 mil toneladas de feijão caupi.
Outra cultura com número positivo é o arroz, que nesta safra tem produção estimada em 11,75 milhões de toneladas, 5% superior ao volume produzido na temporada anterior. Desse total, 10,8 milhões de toneladas são cultivadas com irrigado e 921 mil toneladas em áreas de plantio de sequeiro. A colheita da safra 2020/21 já foi concluída no país, e alguns estados produtores iniciaram o plantio da safra 2021/22.
O algodão teve redução nesta safra, com a produção estimada em 2,36 milhões de toneladas de pluma, 21,5% inferior à safra passada. Mas a queda esteve mais relacionada à diminuição da área plantada do que com as condições climáticas, que de modo geral até favoreceram o bom desenvolvimento dessas lavouras.
Já para as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), projeta-se um incremento de 13,1% na área plantada. Destaque para o trigo, que apresenta um expressivo crescimento na área de 14,9%, situando-se em 2,69 milhões de hectares. A estimativa atual é de uma produção de 8,15 milhões de toneladas, a depender das condições climáticas até outubro.

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BC tem perda de R$ 7,609 bilhões com swap cambial em agosto

ECONOMIA
15:38 | Set. 08, 2021
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Após prejuízo de R$ 8,927 bilhões com sua posição em swap cambial em julho, o Banco Central registrou resultado negativo de R$ 7,609 bilhões em agosto com estes contratos pelo critério caixa.
Pelo conceito de competência, houve ganhos de R$ 2,260 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.
O BC registrou ainda no período ganhos de R$ 1,611 bilhão com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. Entram no cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.
O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 5,757 bilhões em agosto. Já o resultado das operações cambiais no período ficou negativo em R$ 3,497 bilhões.
No acumulado de 2021 até 3 de setembro, o Banco Central registra resultado positivo de R$ 8,630 bilhões com os contratos de swap pelo critério caixa. Pelo conceito de competência, houve ganhos de R$ 8,053 bilhões. O BC obteve prejuízo de R$ 5,035 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no acumulado do ano. Já o resultado líquido das reservas ficou negativo em R$ 57,063 bilhões e o resultado das operações cambiais no período foi negativo em R$ 49,010 bilhões.
O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.
Posição cambial líquida
A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 275,747 bilhões, conforme dados divulgados pela instituição. O montante tem como referência o dia 3 de setembro de 2021. No fim de 2020, essa posição estava em US$ 299,450 bilhões e, em agosto, em US$ 275,906 bilhões.
A posição cambial líquida traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira - como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise, por exemplo.
A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Posição dos bancos
Os bancos fecharam agosto com posição vendida no câmbio à vista de US$ 10,110 bilhões. No fim de julho, essa posição estava vendida em US$ 13,528 bilhões.
As instituições financeiras atuam como contrapartes em operações cambiais. Assim, quando há remessas de moeda estrangeira ao exterior, elas fornecem dólares a empresas e fundos, por exemplo, para envio. Neste caso, a "posição vendida" das instituições tende a aumentar.
Em movimento contrário, quando há entrada de recursos no Brasil, as instituições financeiras recebem os dólares, o que reduz a "posição vendida" ou eleva a "posição comprada".
A posição dos bancos no mercado à vista também é alterada sempre que o BC realiza leilões de dólares. Assim, quando o BC vende moeda aos bancos, a posição vendida à vista tende a diminuir.

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Cesta básica de Fortaleza sofre deflação e fecha a R$ 552,24 em agosto

Economia
12:13 | Set. 08, 2021
Autor Adailma Mendes
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A cesta básica de Fortaleza teve deflação de 1,88% em agosto último. Dos 12 produtos que compõem a lista de itens essenciais, seis tiveram baixa nos preços. Para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, era necessário desembolsar R$ 552,24 no mês passado. Em julho, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor da cesta era de R$ 562,82.

Os produtos com queda de preço foram: tomate (-7,02%), carne (-3,23%), farinha (-2,88%), arroz (-0,54%), manteiga (-0,45%) e feijão (-0,11%). Entre os com alta: café (6,00%), açúcar (2,20%), banana (1,54%), leite (1,24%), pão (0,14%) e óleo (0,12%).

Nas variações semestral e anual da cesta básica da Capital, verifica-se 5,50% e 19,50% de alta, respectivamente. A alimentação básica em agosto está mais cara do que em fevereiro de 2021 (R$ 523,46) e mais cara do que em agosto de 2020 (R$ 462,13).

Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, nenhum item apresentou redução no preço. Os itens que apresentaram as maiores elevações nos seus preços foram: o óleo (62,21%), o açúcar (41,06%) e o café (38,09%).

Ao levar em conta o salário mínimo vigente no País de R$ 1.100, pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 110 horas e 27 minutos de sua jornada de trabalho mensal para bancar a cesta básica de agosto. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.656,72.

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 13 cidades em agosto e diminuiu em quatro, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese, em 17 capitais. As maiores altas foram registradas em Campo Grande (3,48%), Belo Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%). As capitais que tiveram queda foram Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza (-1,88%) e João Pessoa (-0,28%).

A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 664,67), seguida por Florianópolis (R$ 659,00), São Paulo (R$ 650,50) e Rio de Janeiro (R$ 634,18). Entre as cidades do Norte e Nordeste, as que apresentaram menor custo foram Aracaju (R$ 456,40) e Salvador (R$ 485,44).

Ao comparar agosto de 2020 a agosto de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais do Brasil que fazem parte do levantamento. Os percentuais oscilaram entre 11,90%, em Recife, e 34,13%, em Brasília.

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Tombo de 21,39% no minério de ferro garante deflação no IGP-DI de agosto

ECONOMIA
12:03 | Set. 08, 2021
Autor Agência Estado
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A deflação no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de agosto pode não significar um alívio generalizado na inflação acumulada nos últimos meses, já que foi puxada por um tombo de 21,39% nos preços do minério de ferro no atacado, segundo nota divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Mais cedo, a entidade informou que o IGP-DI caiu 0,14% em agosto, após um avanço de 1,45% em julho.
"Apesar da queda registrada na taxa do IGP-DI, a inflação continua a pressionar a estrutura produtiva das empresas e o orçamento familiar. O resultado de agosto foi influenciado pela queda de 21,39% no preço do minério de ferro. Se tal variação fosse excluída do cálculo do IPA, o índice ao produtor registraria alta de 2,48%", diz nota da FGV.
Por causa do minério de ferro, a deflação do IGP-DI de agosto foi toda no IPA-DI, que mede os preços no atacado. O movimento foi verificado em alguns outros itens, como leite in natura (que desacelerou de uma alta de 6,52% em julho para avanço de 1,50% em agosto) e bovinos (de 0,46% para -0,24%).
Por outro lado, mesmo no IPA-DI, houve pressões inflacionárias de outros itens, o que corrobora com o quadro ainda preocupante de elevação da inflação. Os alimentos in natura aceleraram de uma alta de 2,23% em julho para um salto de 8,09% em agosto, com destaque para as acelerações na variação de preços da soja em grão (2,84% para 4,25%), do café em grão (7,44% para 15,10%) e do arroz em casca (-4,47% para 6,57%).
O quando de inflação pressionada é corroborado ainda no IPC-DI, que mede os preços ao consumidor. O arrefecimento dessa componente, de 0,92% em julho para 0,71% em agosto foi mercado pela conta de luz. O item tarifa de eletricidade residencial passou de uma alta de 7,80% em julho para 0,93% em agosto. O problema é que, diante da crise hídrica e do acionamento duradouro das usinas térmicas, o que levou à adoção de uma nova bandeira tarifária, mais cara, deverá trazer novas rodadas de acelerações nesse item.
O ritmo de alta nos preços da gasolina, dentro do IPC-DI, também arrefeceu, mas menos. Passou de 1,85% em julho para 1,14% em agosto. Terminada as férias escolares de julho, a alta nos preços das passagens aéreas também arrefeceu de 13,11% para 7,25%.
Com isso, três das oito classes de despesa componentes do IPC-DI registraram decréscimo em suas taxas de variação na passagem de julho para agosto: Habitação (2,09% para 0,59%), Educação, Leitura e Recreação (1,42% para 1,03%) e Transportes (0,85% para 0,69%).
No sentido oposto, aceleraram as variações os grupos Alimentação (0,78% para 1,25%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,00% para 0,49%), Vestuário (0,08% para 0,38%), Despesas Diversas (0,02% para 0,18%) e Comunicação (-0,09% para 0,05%). Nos gastos com Alimentação, o destaque foram as hortaliças e legumes, que aceleraram de 0,17% para 4,25%.
O comportamento geral da inflação ao consumidor também preocupa quando se olha para o núcleo do IPC-DI. A taxa foi de 0,53% em agosto, ante 0,42% no mês anterior. "Dos 85 itens componentes do IPC, 30 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 18 apresentaram taxas abaixo de 0,09%, linha de corte inferior, e 12 registraram variações acima de 1,49%, linha de corte superior", informa a FGV.
Já o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 78,06%, 13,22 pontos porcentuais acima do registrado em julho, quando o índice foi de 64,84%.
No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o arrefecimento do ritmo de alta, para 0,46% em agosto, ante 0,85% no mês anterior, foi marcado pelos custos de mão de obra. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: Materiais e Equipamentos (1,28% para 1,01%), Serviços (0,87% para 0,47%) e Mão de Obra (0,48% para 0,00%).

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