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Zeina Latif: pandemia concentrou mercado e aumentou formalização do trabalho

Autor - Agência Estado
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- Agência Estado Autor
Tipo Notícia

A economista e diretora da Gibraltar Consultoria, Zeina Latif, disse nesta segunda-feira, 2, que a crise gerada pela pandemia de covid-19 gerou concentração de mercado em grandes empresas. Em razão disso, houve aumento, em sua visão, de empregos formais. Isso porque as empresas menores, em geral, costumam oferecer mais vagas informais. A economista participa de live do jornal Valor Econômico.
Ela pontua que o aumento da necessidade de mão de obra qualificada para vagas de tecnologia aumenta o chamado "desemprego natural". Zeina Latif comentou sobre a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para vagas de tecnologia.
Nesse sentido, o CEO Global da BRF, Lorival Luz, chamou a atenção para a importância das empresas se envolverem em programas de incentivo à melhoria da educação do País.
O vice-presidente de operações do Magazine Luiza, também participante do evento, diz que a companhia tem planos para reter talentos no ramo da tecnologia, além de programas para ampliar o acesso de grupos minorizados a vagas nessa área.
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Bianco: enfrentamos novas formas de trabalho para as quais a CLT não é adequada

ECONOMIA
2021-08-02 11:47:48
Autor Agência Estado
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O secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Bianco, repetiu nesta segunda-feira, 2, que o governo trabalha com medidas para que os trabalhadores informais possam ter oportunidades e qualificação no trabalho, em programas diferentes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
"A pandemia antecipou um fenômeno - no Brasil e no mundo - de digitalização e criação de novas formas de trabalho, mas não novas formas de emprego. Sem deméritos à CLT, estamos diante da criação de novas formas de trabalho para as quais a CLT não é adequada", afirmou, em evento organizado pelo jornal O Globo. "Quando digo em criar novas formalizações para todos os brasileiros, não significa que todos deverão ser celetistas, mas que todos sejam vistos", completou.
Para Bianco, o fato de dois terços da força de trabalho do País estarem na informalidade derruba a produtividade da economia. "Temos um mundo celetista que é caro e custoso, para quem tem capital humano. E temos o mundo informal, com baixa formação e capital humano. Temos que abaixar o mundo formal e elevar o mundo informal", acrescentou.
Para isso, o secretário defendeu a redução de custos de contratação e eliminação de burocracias para dar mais segurança jurídica ao mundo formal. "E para elevar mundo informal, é preciso oportunidades e qualificação no trabalho", defendeu, citando programas como os Bônus de Inclusão Produtiva e de Incentivo à Qualificação (BIP e BIQ), em estudo.
Bianco destacou ainda que o governo pretende flexibilizar a formalização dos trabalhadores de plataformas digitais, a exemplo do que já foi feito com os motoristas de aplicativos, que foram enquadrados com Microempreendedores Individuais (MEI). O secretário enfatizou que o segmento de tecnologia não poder ser muito tutelado com excessos de burocracia e legislação.
"Vamos trazer proteção trabalhista e previdenciária para aplicativos, sem vínculo de emprego formal. Nem todos serão MEIs. Temos toda sorte de trabalho em tecnologia, com trabalhadores mais e menos qualificados, e temos que formalizar todos. O MEI se aplicará para alguns, mas nem todos. Vamos pensar cada brasileiro na sua respectiva caixa de formalização", concluiu Bianco.
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Júri condena homem que matou colega de trabalho após desentendimento por ovos fritos

11 golpes de faca
2021-07-31 11:54:00
Autor Marília Serpa
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Tipo Noticia

Preso desde setembro do ano passado no Presídio Regional do Rio Grande do Sul, um homem de 19 anos foi condenado a 12 anos de prisão ao ser acusado de esfaquear um colega de trabalho após um desentendimento por ovos fritos. O crime aconteceu no dia 31 de agosto do ano passado, em Ituporanga, Santa Catarina.

De acordo com o portal do Uol, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou a decisão em sessão do Tribunal do Júri. O criminoso e a vítima eram colegas de trabalho e dividiam a mesma residência.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado desferiu 11 golpes de faca no pescoço, rosto, tórax e costas da vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu. O crime teria acontecido após o homem que foi atacado ter questionado o colega sobre ele não ter lhe deixado ovos fritos.

Com base em informações fornecidas pelo Uol, a vítima ainda teria sugerido que cada um contribuísse de forma igual com os alimentos da residência. O réu foi condenado por homicídio qualificado por meio cruel e motivo fútil.

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Pessoas gordas se unem para enfrentar barreiras no mercado de trabalho

ECONOMIA
2021-07-31 11:07:42
Autor Agência Estado
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Tipo Notícia

Ao entrar na sala para uma seleção de emprego, Kátia Xangô ouviu: "Cadê a candidata?". Após a indicação com a mão, outra pergunta: "É para você essa vaga?". "É", respondeu. "Ah, mas o espaço é apertado para poder se locomover. Tem armário, fogões, geladeiras e não vai dar para entender quem é quem. Se é fogão, armário, se é você", disse a recrutadora.
O diálogo que parece extraído de algum filme nonsense foi uma das situações vividas pela baiana durante entrevista para vaga de balconista em uma lanchonete de Salvador. "Logo depois, ela (a recrutadora) falou que não precisaria mais, pois a vaga já tinha sido preenchida por uma menina magra, toda no padrão", completou. Aos 41 anos e com 140 quilos, a feirante diz sentir na pele o impacto do preconceito no mercado de trabalho.
A gordofobia pode-se entender como a discriminação contra um indivíduo por conta do seu peso, e essa forma de preconceito também não é nova. Pesquisa desenvolvida pelo Grupo Catho - empresa que funciona como um classificado online de currículos e vagas - em 2005, intitulada A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros, realizada junto a 31 mil executivos, identificou que 65% dos presidentes e diretores de empresas tinham alguma restrição na hora de contratar pessoas gordas.
Ainda conforme os dados do estudo, o mercado pagava melhor aos magros. Pelos cálculos, cada ponto a mais no Índice de Massa Corporal (IMC) - medidor internacional de obesidade adotado pela Organização Mundial da Saúde - de um funcionário significaria, para o gerente, a perda de R$ 92 por mês.
"Alguns anos atrás, fui chamada para uma entrevista para ser governanta em uma casa de luxo. Quando cheguei, a dona olhou, olhou, olhou e disse: ‘você não se enquadra’. Ela nem procurou saber se eu tinha as qualificações", prosseguiu Kátia. Sem oportunidades, partiu para a atividade informal e vende roupas na internet. "Me sinto bem discriminada, porque não sou incapaz de fazer nada daquilo. As pessoas ficam criando obstáculos, nem param para olhar minhas experiências só porque sou gorda."
Conforme a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 60,3% dos brasileiros com 18 anos ou mais - o que correspondia a 96 milhões de pessoas - estavam acima do peso em 2019. Além disso, o estudo constatou que a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais no País passou de 12,2% para 26,8% entre 2003 e 2019. Já pesquisa realizada em 2017 pela Skol Diálogos, em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope), mostrou que 92% dos brasileiros admitiram sofrer com gordofobia no convívio social.
Para a psicóloga e especialista em transtornos alimentares Gabi Menezes, a discriminação às pessoas gordas no ambiente de trabalho causa marginalização. "Ela não se sentirá pertencente e os impactos psicológicos dessa violência afetam não só a saúde mental, mas muitas vezes também a física. Quando pensamos na saúde mental, podemos listar ansiedade, estresse, depressão, sentimento de negação, inadequação e até transtornos alimentares", descreveu.
Nesse sentido, uma forma de proteção seria a terapia. "É essencial entender que o problema de uma sociedade gordofóbica não está nela (pessoa), mas, sim, na própria sociedade. Fundamental é fortalecer a sua autoestima física, mental e intelectual, pois é uma falha na estrutura que faz com que esta pessoa seja vista como desleixada, preguiçosa e pouco apta", ressalta Gabi.
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No Brasil, não existe lei específica para punir quem pratica gordofobia. Entretanto, a Constituição Federal tem como princípios fundamentais proteger a dignidade de qualquer pessoa. "No mercado de trabalho, a gordofobia pode ser interpretada como assédio moral, seguindo assim os trâmites já pré-estabelecidos. Em casos de humilhação, as ofensas podem ser interpretadas como injúria, crime contra honra, previsto no Código Penal, o que também possibilita recursos judiciais para sua defesa", explicou a advogada Rayane Souza.
Ao lado da colega Mariana Oliveira, a pós-graduada em direito digital criou a página do Instagram Gorda na Lei, que presta auxílio contra a gordofobia. "A ideia sempre foi trazer de maneira muito dinâmica e acessível a informação sobre direitos básicos, que muitas pessoas ainda desconhecem, e dar atenção para essas pautas com a relevância que merece ser debatida", explicou. Rayane destacou ainda que a pessoa gorda precisa entender que seu direito como ser humano não é questionável e que as garantias estão previstas na Constituição Federal e nos demais ordenamentos.
"O corpo gordo é capaz e esse paradigma tem que ser rompido com urgência. As empresas devem ampliar suas visões de mercado e entender que somos plurais. Isso traz muito mais benefícios do que continuarmos insistindo em padrões e rótulos. Hoje, quem não investe em diversidade e representatividade fica para trás, além de correr um grande risco de sofrer juridicamente com eventuais situações de preconceitos", reforça.
Ações propositivas
Ao deslocar o olhar para as pinturas produzidas até o século 19, os corpos retratados eram volumosos e rotundos, pois ser gordo era sinônimo de saúde, beleza e nobreza. Contudo, a partir de 1830, surge um novo marco na visão estética, privilegiando a magreza. Com o avanço das tecnologias, anúncios de imagens das "novas belas mulheres" apareceram e nortearam os pensamentos da sociedade pré-industrial.
Na obra O Império do Efêmero: a Moda e Seu Destino nas Sociedades Modernas, de 1989, o filósofo francês Gilles Lipovetsky sintetizou: "As pessoas preferem assemelhar-se aos inovadores contemporâneos e menos aos seus antepassados". Junto a isso, as pesquisas científicas passaram a decretar o excesso de gordura como antítese de saúde.
Diante desse novo padrão, as pessoas gordas passaram a ser vistas como "preguiçosas, descuidadas e propensas a mais problemas de saúde". Por conta disso, entrar e permanecer no mercado de trabalho, para muitos deles, é uma batalha que vai além das qualificações técnicas exigidas. Frases como "você não se encaixa no perfil que procuramos" ou, ainda, "sinto muito, a vaga já foi preenchida" já estão no cotidiano desta parcela da população.
"A gordofobia no mercado de trabalho é uma realidade a partir do momento que se olha para o lado e não se percebe nas empresas a representatividade com pessoas gordas", apontou Matheus Santos, CEO da Escutaqui, psicólogo comunicador de diversidade e inclusão com foco em gordofobia.
"A gordofobia é muito velada e disfarçada com preocupação com a saúde. É fácil se esconder nessa justificativa da ‘saúde do outro’, mas ninguém diz que vai deixar de contratar alguém porque fuma. Então, será que é realmente uma preocupação com a saúde?", provoca. Experiente como gestor de recursos humanos, ele atenta que a mudança desse pensamento só será efetiva quando empresas trouxerem políticas que visem tornar o ambiente acessível.
"Devem refletir se o espaço de trabalho é adequado a todo mundo ou se alguém teria dificuldade em passar nas catracas da entrada, se os uniformes servem em toda equipe, se a cadeira irá quebrar e causar um constrangimento enorme. A pessoa gorda não pode ser considerada só quando ela emagrece", afirma.
Com o intuito de qualificar a pessoa gorda, ajudando-a a criar conexões e trazendo alternativas para colocação no mercado de trabalho, funcionando como rede de apoio, a turismóloga Carol Vayda criou o Meu Trampo+. "Buscamos fomentar a qualificação profissional, mas também dar ferramentas para os participantes enfrentarem a gordofobia", explica.
O projeto voluntário consiste em uma série de treinamentos ministrados por profissionais de diversas áreas, que visam capacitar, treinar e acompanhar a pessoa gorda durante a busca por uma vaga. "Já tivemos uma temporada presencial e outra online em que falamos sobre empreendedorismo, vendas, nutrição, criatividade, marketing digital e redes sociais", prosseguiu.
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Seis em cada 10 postos de trabalho foram ocupados por homens

Emprego
2021-07-30 23:15:48
Autor
Tipo Opinião

O Brasil tem atravessado situações inusitadas: voltou a ter uma pauta de exportação da época do Brasil colonial, com destaque para o agronegócio e para a área mineral; também passa por um processo de desindustrialização, e não apresenta nenhuma política de recuperação.

Apesar desse quadro, o mercado de trabalho apresenta recuperação. Mas quem gera emprego? Quem produz riqueza? Esses são questionamentos importantes que precisam ser feitos. Tradicionalmente a indústria proporciona os empregos de melhor qualidade, algo que tem sido difícil nos últimos anos. Também é uma atividade que gera riqueza e favorece a qualificação profissional, mas isso não ocorre de maneira uniforme.

No caso do Ceará, há um esforço para a ampliar a industrialização, mesmo sabendo que o setor está mudando e deve criar ocupações de outra natureza. No último semestre, dos 33,2 mil empregos gerados, 1.085 foram proporcionados pela indústria em geral e 1.367 pela construção civil.

O resultado foi positivo e bem diferente do de 2020, mas precisa ser estudado. O analista do Sine-IDT, Erle Mesquita, fez uma reflexão sobre as 15 ocupações que mais cresceram no semestre. "Seis em cada dez postos de trabalho que foram abertos na primeira metade do ano foram ocupados por homens", ressalta. Esse desempenho do saldo do emprego está associado ao somatório de todos os setores da economia.

Embora a empregabilidade feminina tenha melhorado em algumas áreas, as mulheres ainda não conseguem se inserir tão bem em outras: a construção civil, por exemplo, ainda tem um perfil de emprego muito masculino. O mesmo ocorre na área de entregas, associada à área de serviços. No semestre, foram 19.606 empregos para homens e 13.650 para mulheres.

Em suma: foi mantido um perfil de geração de mais ocupação para os homens, mesmo com todos os discursos sobre diversidade nas empresas e com um maior volume de contratações femininas em algumas áreas.

Ranking dos 15 empregos mais gerados(Foto: Ranking dos 15 empregos mais gerados)
Foto: Ranking dos 15 empregos mais gerados Ranking dos 15 empregos mais gerados

Assistente administrativo

MAIOR OFERTA DE EMPREGO

Conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o emprego mais gerado no Ceará, no primeiro semestre, foi o de assistente administrativo. Nessa área, a empregabilidade feminina é alta: foram contratadas 1.392 mulheres, contra apenas 587 homens.

Em segundo lugar, a profissão com maior número de empregos foi a de técnico de enfermagem. Nessa área, mais mulheres se inseriram no trabalho (1.666 contra 310 homens). Na terceira posição do ranking, está a oferta de trabalho para servente de obras, com a inserção de 1.941 homens e um saldo negativo de 29 mulheres (ver quadro).

"Pedra lascada"

SOBROU PARA O IBGE

O ministro Paulo Guedes mais uma vez não se conteve: ontem, o alvo dos seus arroubos verbais foi o IBGE, que divulgou a taxa de desemprego de 14,6% no trimestre encerrado em maio - portanto, estável, na comparação com a taxa anterior. Insatisfeito com o indicador, o ministro disse que o instituto "ainda está na idade da pedra lascada". O problema, na visão do ministro, é a metodologia, e não os fatos. Eis os velhos problemas estatísticos; certamente é mais fácil desqualificar os dados do que melhorar as políticas econômicas, principalmente quando há ameaça de perda de poder, com a criação de um Ministério do Trabalho.

 

Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico(Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico

Livro

NEOLIBERALISMO

O livro Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico, publicado pela editora Autêntica, é resultado de três anos de trabalho do Laboratório de Pesquisas em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da Universidade de São Paulo, e mostra como o atual modelo socioeconômico é adoecedor. Trata-se de uma publicação para estudar, refletir, e inspirar mudanças, organizada pelo filósofo Vladimir Safatle e pelos psicanalistas Nelson da Silva Junior e Christian Dunker. 

Bancos

CUIDADO COM VULNERÁVEIS

Finalmente os bancos implementaram medidas para atender aos clientes considerados especialmente vulneráveis (em razão de idade, renda ou nível de endividamento). Começaram a funcionar, este mês, as regras de autorregulação, prevendo a entrada em vigor do normativo do Sistema de Autorregulação Bancária, com a oferta de produtos e serviços mais adequados às necessidades e aos interesses dos consumidores com esse perfil.

A Febraban criou um guia de boas práticas relacionadas ao tema que contará com iniciativas das instituições financeiras.


Bate-pronto >> Diego Freire

Estratégia é ouvir o cliente

Diego Freire, CEO da plataforma de atendimento Huggy (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Diego Freire, CEO da plataforma de atendimento Huggy
O CEO da plataforma de atendimento Huggy, Diego Freire, em entrevista à coluna, falou das tendências na área de atendimento digital e dos investimentos de grandes empresas na criação de "super-app" para melhorar os canais de comunicação com os clientes.

O POVO - O que mais tem mudado na área de atendimento?

Diego Freire - Antes, as marcas falavam para os consumidores; com os canais digitais, ficou mais fácil a comunicação, e os consumidores agora também querem ser ouvidos pelas marcas - essa é a grande diferença. É preciso mudar as estratégias e ouvir os clientes, e existem ferramentas para isso.

O POVO - Esses instrumentos não cansam o cliente?

Diego - Não, pelo contrário: eles engajam o cliente.

O POVO - É preciso um alto investimento?

Diego - Existem várias ferramentas e planos gratuitos, com a utilização das redes sociais.

O POVO - Qual é a razão da resistência das empresas?

Diego - Muitas empresas ainda não entenderam a necessidade dessa mudança de chave. Hoje é preciso estar conectado; não basta só o local das lojas. Quem encontrou essa saída há mais tempo sofreu menos com a pandemia.

O POVO - Os pequenos negócios levantam vantagens nesse momento?

Diego - Os pequenos negócios possuem mais facilidades para se adaptar. Há uma pesquisa recente do Sebrae dizendo que 70% das pequenas empresas possuem canais digitais.

O POVO - E qual é a tendência agora?

Diego - A tendência é haver mais canais digitais. É o "conversational commerce", ou "varejo de bate-papo". Essa é uma das grandes tendências dentro do comércio, por isso, grandes grandes companhias criando "super-apps".

O POVO - O risco de tudo isso é a segurança?

Diego - Não. A sociedade trabalha com novas formas de gerar informações, e dados são prioridades.

>> 5 Dicas

Para melhor controlar as finanças

Para quem pretende melhorar o controle das finanças, eis algumas dicas do professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Márcio Wu, especialista em Administração Financeira e Finanças Pessoais.

1. Antes de poupar, pague as dívidas

Antes de pensar em guardar dinheiro ou investir, porém, pague as suas dívidas. "Nenhum rendimento é maior do que as taxas de cartão de crédito ou do cheque especial", diz Wu.

2. Identifique seu orçamento

O ponto de partida para sair da condição de devedor para se tornar um poupador é diagnosticar entradas e saídas. A maioria das pessoas não tem ideia de como gasta o dinheiro.

3. Saiba por onde seu dinheiro está vazando

É preciso compreender por onde seu dinheiro está saindo. Para saber para onde ele vai, comprovantes de pagamentos e gastos devem ser lançados em planilhas e anotações ao final do dia ou da semana.

4. Reduza gastos

Realizado o diagnóstico, fica fácil ver onde e em que você gasta. Comece a poupar aos poucos, sem radicalismo. A ideia é tentar reduzir gastos, sem abrir mão do que é importante para você.

5. Finja que ganha menos

Outra estratégia adotada é a seguinte: no momento em que você receber o salário, saque um percentual da sua conta (10% ou 20%), para formar uma poupança ou para realizar um sonho. Ou seja: aprenda a viver com menos.

Breves

GPTW - A startup cearense Tallos entrou na lista do Great Place To Work (GPTW), que reúne as melhores empresas para trabalhar. Com sede em Maracanaú, a companhia é responsável pela gestão de plataforma de atendimento de empresas aos seus clientes.

TERRARTESÃ -O Grupo Mulheres do Brasil promove a partir da próxima segunda-feira o "I Seminário Terrartesã - As mãos que tecem o Ceará". O evento será realizado virtualmente, com o propósito de promover o diálogo entre artesãos, pesquisadores, empreendedores e o poder público.

BANDEIRA AZUL - A Praia do Cumbuco disputa o Prêmio Bandeira Azul para a temporada 2021/2022. A certificação é um reconhecimento pela gestão e educação ambiental, qualidade da água, segurança nos serviços e turismo sustentável. O processo é conduzido pela Prefeitura de Caucaia e pelo Winds for Future, com apoio da APSV Advogados.

 

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Ceará é segundo estado com maior saldo de empregos no Nordeste

Primeiro semestre
2021-07-30 00:30:00
Autor Irna Cavalcante
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Tipo Notícia

O Ceará fechou o primeiro semestre deste ano com um saldo de 33,2 mil empregos gerados. Foi o segundo melhor desempenho no Nordeste. Atrás apenas da Bahia, com saldo de 70,1 mil postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) divulgado ontem pelo Ministério da Economia. Serviços, comércio e construção estão puxando o resultado. O que, na avaliação dos analistas, deve seguir com ainda mais força neste segundo semestre a partir do avanço da vacinação no Estado.

Em junho, foram 38 mil admissões e 28,3 mil demissões, o que resultou em um balanço positivo de 9,7 mil postos de trabalho no Estado. O maior saldo do Nordeste para o mês. Os dados de emprego no último mês, terceira alta consecutiva no Estado, só não foi maior do que aquela registrada em fevereiro, quando o saldo foi de 11,2 mil empregos.

 

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O analista de políticas públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Alexsandre Lira Cavalcante, explica que essa recuperação do emprego neste primeiro semestre, sobretudo, no último mês, é natural diante do avanço do processo de reabertura da economia no Ceará.

A redução das restrições impostas às atividades, com ampliação de horário de funcionamento, por exemplo, é o que está por trás do crescimento das vagas no Comércio e de Serviços, pontua o especialista. Dentro de de serviços, que é um setor muito amplo, o que os microdados do Caged mostram é que o segmento de alojamento e alimentação - o que inclui, por exemplo, hotéis, restaurantes, barracas de praia - é um dos que mais despontaram em junho, com saldo de mais de 1,1 mil vagas.

“Serviços, no geral, são empregos que não exigem tanta qualificação e tem uma contratação que responde muito rápido na medida em que o cenário melhora. E, no Ceará, esse é um setor muito forte, que responde por 76% da economia. É o que explica, por exemplo, uma recuperação do emprego mais rápida do que em outros estados”, avalia o analista.

Fortaleza foi o 6º município, dos 5.570 do País, que mais gerou empregos tanto em junho quanto no acumulado dos últimos 12 meses (junho de 2020 a junho de 2021). No primeiro semestre deste ano, a capital cearense fica em 8º no ranking nacional.

Para ele, com o avanço da vacinação, a tendência é que a retomada dos setores acelere neste segundo semestre e esses números cresçam. “Se não tiver intercorrência, não espero nada diferente do um saldo de 60 mil empregos até o fim do ano".

O analista do mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, também está otimista. Ele diz que embora indicadores econômicos objetivos, como desemprego, endividamento e inflação, ainda estejam muito ruins, o que ameaça uma retomada mais sólida, existem fatores subjetivos que contribuem para a melhora da confiança.

“A flexibilizações se intensificando e um maior número de pessoas vacinadas influencia para que as pessoas tenham essa percepção de que as coisas estão começando a voltar à normalidade. O que rebate no consumo e também na própria perspectiva mais favorável das empresas em relação às contratações”.

Erle lembra ainda que o segundo semestre já é, tradicionalmente, mais aquecido que o primeiro. “Programas de incentivo ao emprego, como este em que o Governo do Estado assume 50% do salário, também devem estimular mais contratações”.

Distorções do mercado de trabalho

O analista pondera, no entanto, que é preciso olhar com atenção para as nuances desse emprego que está sendo gerado. Das novas vagas criadas neste ano no Ceará, por exemplo, seis em cada dez foram ocupadas por homens. Em parte isso tem relação com o aquecimento do setor da Construção, cuja mão de obra ainda é composta predominantemente por homens. Mas, há de se considerar o impacto que a pandemia trouxe à participação das mulheres no mercado de trabalho.

OP+ Participação das mulheres no mercado de trabalho cai ao menor nível em 30 anos

“A desigualdade de gênero no trabalho sempre existiu, mas não há dúvidas de que, na pandemia, as mulheres têm sofrido bastante. São as que mais perderam empregos e que enfrentam mais dificuldade para retornar porque é sobre elas que acaba recaindo muito a responsabilidade das tarefas do lar e o cuidado dos filhos, e muitas escolas ainda não voltaram”.

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