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Projeção mediana para PIB de 2021 passa de alta de 5,29% para elevação de 5,30%

Autor - Agência Estado
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Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de alta de 5,29% para elevação de 5,30%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,18%. Já para 2022, o mercado financeiro manteve a previsão do PIB de alta de 2,10%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,10%.
No Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2021 foi de alta de 6,36% para 6,38%. Há um mês, estava em elevação 6,30%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,20%, ante 2,25% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 permaneceu em 61,50%. Há um mês, estava em 61,60%. Para 2022, a expectativa passou de 63,50% para 63,30%, ante 63,60% de um mês atrás.
Déficit primário
O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2021. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 2,00% para 1,95%. No caso de 2022, seguiu em 1,50%. Há um mês, os porcentuais estavam em 2,39% e 1,65%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 seguiu em 6,40%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, passou de 6,13% para 6,10%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,55% e 6,20%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Balança comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2021, de superávit comercial de US$ 69,70 bilhões para US$ 70,37 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 68,41 bilhões. Para 2022, a estimativa de superávit foi de US$ 61,00 bilhões para US$ 63,50 bilhões. Há um mês, estava em US$ 60,20 bilhões.
No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2021 passou de superávit de US$ 0,25 bilhão para zero, ante déficit de US$ 0,41 bilhão de um mês antes. Para 2022, a projeção de rombo nas contas externas permaneceu em US$ 14,30 bilhões. Um mês atrás, o déficit projetado era de US$ 16,00 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2021 foi de US$ 53,50 bilhões para US$ 53,75 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,50 bilhões. Para 2022, a expectativa seguiu em US$ 67,50 bilhões, ante US$ 69,00 bilhões de um mês antes.
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IPCA para 2021 sobe de 6,56% para 6,79%, bem acima do teto da meta

ECONOMIA
2021-08-02 09:07:41
Autor Agência Estado
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A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 6,56% para 6,79%. Há um mês, estava em 6,07%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,80% para 3,81%. Quatro semanas atrás, estava em 3,77%.
Nesta segunda-feira, 2, o Relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa continuou em 3,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).
Últimos 5 dias úteis
A projeção mediana para o IPCA de 2021 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 6,67% para 6,88%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 92 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 6,10%.
No caso de 2022, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis passou de 3,80% para 3,81%. Há um mês, estava em 3,70%. A atualização no Focus foi feita por 90 instituições.
Outros meses
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em julho de 2021, de alta de 0,87% para 0,94%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,47%. Para agosto, a projeção no Focus foi de alta de 0,38% para 0,44% e, para setembro, foi de alta de 0,32% para 0,35%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,27% e 0,29%, nesta ordem.
No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 4,44% para 4,47% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,24%.
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Copom: Bruno Serra estará ausente de reunião após testar positivo para covid-19

ECONOMIA
2021-08-02 09:02:43
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O diretor de política monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes, não participará das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) nestas terça e quarta-feiras (dias 2 e 3) por ter testado positivo para covid-19 na semana passada. Como as reuniões do Copom são presenciais, todos os membros do colegiado testam para covid-19 nas vésperas do encontro. Segundo o BC, Bruno Serra segue assintomático e trabalhando normalmente de maneira remota.
Em junho passado, o Copom elevou pela terceira vez consecutiva a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 4,25% ao ano. Para o encontro desta semana, de 51 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 44 (86%) preveem aumento da Selic em 1 ponto porcentual, para 5,25%. As sete demais (14%) apostam em alta de 0,75 ponto.
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Colômbia: BC mantém taxa de juros em 1,75%

ECONOMIA
2021-07-30 16:04:48
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O Banco Central da Colômbia decidiu nesta sexta-feira, 30, manter a taxa básica de juros em 1,75%. Em comunicado, a instituição informa que a decisão não foi adotada por unanimidade, como a anterior, com cinco integrantes do comitê votando de forma favorável à manutenção e dois apoiando um incremento de 25 pontos-base.
O BC afirma que a decisão foi tomada tendo em vista que a tendência de crescimento voltou, após a queda da atividade econômica causada por bloqueios de estradas e problemas de ordem pública. Ao revisar os impactos, "a equipe técnica elevou sua projeção de crescimento para 2021 de 6,5% para 7,5%", segundo o comunicado.
A inflação no país passou de um nível abaixo de 2,0% no primeiro trimestre para 3,3% em maio e 3,63% em junho. "As pressões sobre os preços tiveram origem interna e externa", de acordo com o BC. "Algumas dessas pressões inflacionárias podem persistir em um contexto de economia que continua se recuperando e reduzindo seu excesso de capacidade", afetando as expectativas para os preços, avalia a autoridade.
A autoridade monetária colombiana também espera por um aumento do déficit na conta corrente do país. Por sua vez, o BC avalia que a "moderação do déficit" a partir de 2022 "seria consistente com a implementação da reforma fiscal recentemente apresentada pelo Governo".
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Contas públicas têm déficit de R$ 65,5 bilhões em junho

Economia
2021-07-30 13:20:21
Autor Agência Brasil
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As contas públicas registraram saldo negativo em junho, com piora em relação ao mês anterior devido ao aumento de despesas com precatórios e antecipação do 13º salário dos aposentados. O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou déficit primário de R$ 65,508 bilhões no mês passado. Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Banco Central (BC).

Houve aumento do déficit em relação a maio, quando foi registrado resultado negativo de R$ 15,541 bilhões. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou de R$ 27,416 bilhões em maio para R$ 55,141 bilhões em junho, devido à antecipação a aposentados e pensionistas. Além do aumento de R$ 16 bilhões na comparação mensal de gastos do governo federal com despesas judiciais e precatórios.

“Esses dois fatores exclusivamente explicam 87% dessa piora no resultado do déficit primário no setor público na passagem de maio para junho. São dois fatores pontuais que explicam a mudança e a trajetória fiscal do país segue a mesma”, disse, durante coletiva virtual para apresentar os dados.

Por outro lado, o resultado de junho é melhor em relação ao déficit primário de R$ 188,682 bilhões de junho de 2020. Rocha destacou que junho de 2020 foi, provavelmente, o ponto mais alto dos gastos fiscais de combate aos impactos econômicos, sociais sanitários da pandemia de covid-19. “Naquele mês tivemos déficit primário recorde em termos mensais. E esses impactos são menores agora”, disse, para explicar a redução significativa na comparação interanual.

Em 12 meses, encerrados em junho, as contas acumulam déficit primário de R$ 305,456 bilhões, o que corresponde a 3,81% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Para o chefe do departamento do BC, a situação fiscal ainda precisa de bastante melhora e é o esperado que aconteça.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas) desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No ano, de janeiro a junho, há déficit de R$ 5,208 bilhões, ante resultado negativo de R$ 402,703 em junho do ano passado. Segundo Rocha, os números positivos precisam ser contextualizados com a situação econômica de época (pico da pandemia) e com a recuperação que se observa atualmente.

A meta para as contas públicas deste ano, definida no Orçamento Geral da União, é de déficit primário de R$ 251,1 bilhões para o setor público consolidado. Em 2020, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário recorde de R$ 702,950 bilhões, 9,49% do PIB. Foi o sétimo ano consecutivo de resultados negativos nas contas do setor público.

Dados isolados

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 75,083 bilhões ante o déficit de R$ 195,180 bilhões de junho de 2020. Além da diminuição de 35% nas despesas, antes os gastos com a pandemia no resultado de 2020, no mês passado, a União registrou aumento da receita líquida em 57% em comparação a junho de 2020. “Em junho do ano passado estávamos no momento mais agudo, com a recessão que diminuiu a atividade econômica e também a arrecadação”, disse Rocha, destacando ainda que o pagamento de muitos impostos foram adiados para auxiliar o setor produtivo naquele momento.

O montante difere do resultado divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 73,553 bilhões em junho, porque, além de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Por outro lado, os governos estaduais contribuíram para melhora do resultado no mês passado registrando superávit de R$ 7,547 bilhões, ante superávit de R$ 5,592 bilhões em junho de 2020. Os governos municipais também anotaram superávit de R$ 850 milhões em junho deste ano. No mesmo mês de 2020, o superávit foi de R$ 187 milhões para esses entes.

Da mesma forma, houve melhora na arrecadação desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além do aumento nas transferências regulares do governo federal no âmbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas, fruto natural do aumento da arrecadação.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, também tiveram superávit primário de R$ 1,183 bilhão no mês passado.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 10,086 bilhões em junho, contra R$ 21,897 bilhões no mês anterior e R$ 21,480 bilhões em junho de 2020. De acordo com Rocha, essa despesa tende a ser estável e diversos fatores contribuíram para melhorar o resultado no mês.

Houve crescimento nas despesas influenciado pela elevação dos índices de preços, em especial a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, houve aumento do estoque nominal da dívida, montante sobre o qual incidem os juros.

No sentido contrário, houve uma contribuição positiva na conta pela influência das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro). Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas. Segundo Rocha, em junho deste ano, os ganhos com swap foram de R$ 21,7 bilhões. Já em maio, os ganhos foram menores, de R$ 11 bilhões, e em junho de 2020 houve perdas de 4,9 bilhões com swap.

Em junho, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros ficou em R$ 75,595 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 210,161 bilhões em igual mês de 2020.

Em 12 meses, acumula R$ 589,695 bilhões, ou 7,36% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,878 trilhões em junho, o que corresponde a 60,9% do PIB. Em maio, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 59,8%.

O aumento tem como principais fatores, primeiro, o próprio resultado deficitário do mês, e segundo, a desvalorização cambial de 4,4% que ocorreu no período. A dívida pública sobe quando há alta do dólar, porque o Brasil também é credor em moeda estrangeira. Ainda assim, o resultado é menor do que o registrado em dezembro de 2020, quando a dívida líquida chegou a 62,7% do PIB, o recorde histórico.

Em junho de 2021, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,729 trilhões ou 84% do PIB, contra 84,6% (R$ 6,696 trilhões) no mês anterior, quando a dívida bruta chegou no maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Um dos fatores para a redução da dívida bruta do governo geral é o crescimento do PIB nominal do país nos últimos meses. Além disso, no caso da DBGG, só se contabiliza os passivos no país, sem impacto das reservas internacionais, e a desvalorização cambial contribui para reduzir as dívidas dos governos.

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13º de aposentados e precatórios influenciaram déficit primário em junho, diz BC

ECONOMIA
2021-07-30 12:49:50
Autor Agência Estado
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O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, destacou nesta sexta-feira que a antecipação do 13º de aposentados e pensionistas e a alta nos pagamentos de precatórios pela União em junho explicam o aumento do déficit primário do setor público em relação a maio.
Apenas o rombo da Previdência aumentou R$ 27,7 bilhões de um mês para outro. O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 65,508 bilhões em junho. Em maio deste ano, havia sido registrado déficit de R$ 15,541 bilhões e, em junho de 2020, déficit de R$ 188,682 bilhões.
"Já na comparação com o ano passado, o resultado melhorou bastante porque tivemos em junho 2020 o maior déficit fiscal da história para o mês, em função dos gastos para enfrentar a pandemia de covid-19.
Além dessas despesas, em junho do ano passado estávamos no momento mais agudo da crise, com queda na arrecadação e diferimento de tributos", completou.
Rocha apontou ainda que a melhora no superávit dos governos regionais se deve ao crescimento da arrecadação de tributos e aos repasses da União para Estados e municípios.O resultado fiscal de junho foi composto por um déficit de R$ 75,083 bilhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 8,391 bilhões no mês.
Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 7,541 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 850 milhões. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 1,183 bilhão.
Pagamento de juros
Fernando Rocha também disse que o ganho de R$ 21,7 bilhões do BC com swaps cambiais ajudou a reduzir a conta de juros do setor público em junho. O setor público consolidado teve despesas de R$ 10,086 bilhões com os juros da dívida pública em junho, após ter encerrado maio com gastos de R$ 21,897 bilhões. Segundo Rocha, sem esse efeito dos swaps, o pagamento de juros teria sido de R$ 32 bilhões no mês passado.
"Sem esse efeito dos swaps cambiais, teria havido um aumento da conta de juros tanto em relação a maio quanto em relação a junho do ano passado, devido ao aumento da Selic e da inflação", completou Rocha.
Dívida
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central afirmou que o aumento de 1,1 ponto porcentual da dívida líquida em proporção Produto Interno Bruto (PIB) do de maio para junho se deve principalmente ao déficit nominal R$ 75,6 bilhões no mês passado.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 59,8% (dado revisado) para 60,9% do PIB em junho. A DLSP atingiu R$ 4,878 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil.
"Outro efeito que explica o aumento da dívida líquida em junho foi a apreciação cambial de 4,4% no mês", afirmou. "Já o aumento do PIB nominal no mês puxou a dívida para baixo, contrabalançando esses efeitos e equilibrando um pouco a alta da DLSP", completou.
Já a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) fechou junho aos R$ 6,729 trilhões, o que representa 84,0% do PIB. Apesar de o endividamento ter crescido nominalmente, o porcentual, divulgado nesta sexta pelo Banco Central, é menor que os 84,6% de maio (dado revisado).
"O principal fator para a redução da dívida bruta em porcentual em junho foi o aumento do PIB nominal, que cresceu mais aceleradamente que a dívida no mês. E, diferentemente da dívida líquida, no caso da dívida bruta a apreciação cambial contribui para reduzir o estoque", explicou.
No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB. A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
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