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Economia
NOTÍCIA

Vendas no varejo sobem pelo segundo mês seguido e setor recupera perdas no ano

De acordo com dados do IBGE, as vendas do comércio varejista cearense subiram 9,4% em maio, após alta de 7,8% em abril. No acumulado de 2021, agora temos crescimento de 5,1%

Samuel Pimentel
10:49 | 07/07/2021
Com o resultado de maio, o comércio varejista cearense recuperou as perdas da segunda onda da pandemia e apresenta crescimento no acumulado de 2021. (Foto: FABIO LIMA)
Com o resultado de maio, o comércio varejista cearense recuperou as perdas da segunda onda da pandemia e apresenta crescimento no acumulado de 2021. (Foto: FABIO LIMA)

As vendas do comércio varejista cearense subiram 9,4% em maio e o resultado fez com que o setor recuperasse as perdas do ano. Maio foi o segundo mês consecutivo de alta após crescimento de 7,8% de abril. Agora, o setor acumula ganho de 5,1% em 2021 e de 3,3% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No comparativo entre maio de 2021 com o mesmo mês do ano passado, temos crescimento de 28,3% - vale lembrar que esse período no ano passado foi o início do processo de retomada, em que os setores não retomaram em plenitude no começo do plano.

Nessa mesma comparação, sete de oito atividades analisadas apresentam crescimento ante maio de 2020. A maior variação foi registrada em Livros, jornais, revistas e papelaria (735,7%), tecidos, vestuário e calçados (655,3%), móveis e eletrodomésticos (173,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (104,4%).
Ainda segundo o IBGE, também tiveram alta os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (70,3%), os combustíveis e lubrificantes (54,5%) e os artigos farmacêuticos, médico, ortopédicos, e perfumaria e cosméticos (8,6%). O único setor que apresentou queda foi de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,9%).

Na comparativa com o desempenho de outros estados, ante maio de 2020, o Ceará tem a maior variação do País nas atividades de Combustíveis e lubrificantes (54,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (735,7%), tecidos, vestuário e calçados (655,3%), móveis e eletrodomésticos (173,3%) e materiais de construção (163,2%). Já nas atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,9%), o Estado tem a segunda maior queda do País, apontam os dados do IBGE.


Análise

Cristiano Santos, o gerente da pesquisa, destaca que essa única queda acontece porque esse setor absorveu as demandas por alguns produtos que são usualmente consumidos em outros setores. Ele cresceu em alguns momentos, depois desacelerou, mas estava com uma base alta no começo da pandemia.

“Em relação a esses indicadores (que apresentaram altas), precisamos lembrar que a base de comparação era muito baixa. Era o recorde inferior da série histórica da pesquisa. Então podemos observar números bastante elevados, sobretudo no setor de tecidos, por causa da queda, especialmente, no período de março, abril e maio de 2020. Então ela reflete essa base muito baixa, assim como acontece com outros setores”, afirma.

Varejo ampliado

Na análise do varejo ampliado, que inclui o varejo de veículos e materiais de construção, as vendas caíram 1% entre abril e maio. Já quando comparado com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 55% nas vendas. No ano, temos alta de 19,2% e em 12 meses de 8,8%.

Observando os segmentos separadamente, temos alta de 127,4% no varejo de veículos, motocicletas, partes e peças. E alta de 163,2% em materiais de construção.