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Economia
NOTÍCIA

Bitcoin tem forte queda pelo 2º dia seguido e chega ao menor patamar desde janeiro

O valor da criptomoeda chegou a US$ 28.993 nesta terça-feira, 22

18:24 | 22/06/2021
Críticas e restrições imposta pela China a transações feitas com Bitcoin faz com que preço da criptomoeda volte a cair e agrave cenários de instabilidade (Foto: QuoteInspector.com)
Críticas e restrições imposta pela China a transações feitas com Bitcoin faz com que preço da criptomoeda volte a cair e agrave cenários de instabilidade (Foto: QuoteInspector.com)

Nesta terça-feira, 22, o Bitcoin teve forte queda pelo segundo dia seguido. A criptomoeda chegou a perder o patamar de US$ 30 mil pela primeira vez desde janeiro deste ano. Nos últimos sete dias, a queda chega a 26,02% devido à repressão da China aos “mineradores” e empresas ligadas à moeda.

A moeda virtual chegou a US$ 28.993 pela manhã, chegou a subir alcançando cerca de US$ 33.200, mas voltou a perder força. Às 12h (horário de Brasília) recuava 7,73% no acumulado de 24 horas, a US$ 30.469. Em reais, a queda era de 9%, para R$ 150.539.

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A maioria das outras moedas digitais também encontra-se em cenário negativo. As 50 principais criptomoedas registraram queda nesta terça-feira (com exceção para as stablecoins que possuem cotação estável). O valor total do mercado teve um recuo de quase 11%, chegando a US$ 1,2 trilhão.

A Dogecoin, destaque no mercado neste ano, caiu mais de 27% e perdeu o lugar de 7ª maior criptomoeda, com total de 48% em perdas em 7 dias. O Ethereum registra perdas de 14,2%, cotado a US$ 1.719, enquanto a Binance Coin recua 25%, a US$ 230,42.

O banco central da China informou na segunda-feira, 21, que convocou seus bancos locais e a plataforma de pagamentos Alipay, do Ant Group (afiliada do Alibaba), para pedir que reprimam a criptografia. As instituições já são proibidas de oferecer serviços relacionados às moedas virtuais.

Em 2017 o país já havia proibido negócios com criptomoedas em seu território, porém, era possível que plataformas de balcão (OTC) baseadas no exterior ainda funcionassem, recebendo pagamentos e comprando criptomoedas de pessoas com residência na China. Agora, estas plataformas não podem mais atuar no País.

A mineração, processo de produção das criptomoedas, é feita por computadores e envolve complexos cálculos matemáticos, além de consumir muita energia. A atividade compreende cerca de 80% do comércio mundial de criptomoedas. No entanto, a China vem intensificando a repressão à atividade.

Na última sexta-feira, 18, o governo chinês ordenou o fechamento de 26 minas na província de Sichuan, que é uma das maiores bases de mineração da China, localizada no sudoeste do País. Além disso, determinou que as companhias elétricas interrompam o fornecimento de energia para todas as minas de criptomoedas até o próximo domingo.

De acordo com o jornal estatal Global Times, o fechamento das minas da província resultou no fim de mais de 90% da capacidade de mineração de bitcoins do país. Os Distritos de Mongólia Interior, Xinjiang , Qinghai e Yunnan também proibiram a atividade.