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Economia
NOTÍCIA

Consumidor de Fortaleza está mais confiante na economia

A pesquisa Índice Confiança do Consumidor (ICC) foi realizada pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC)

Beatriz Cavalcante
19:33 | 15/06/2021
Consumidor mais confiante (Foto: Aurelio Alves)
Consumidor mais confiante (Foto: Aurelio Alves)

Nos meses de maio e junho deste ano, a confiança do consumidor de Fortaleza na economia apresentou sinal de melhora, alcançando 100,5 pontos.

O resultado é da pesquisa Índice Confiança do Consumidor (ICC), realizado pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

Segundo o levantamento, o número é considerado animador, tendo em vista todas as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 e a crise econômica.

Ante bimestre anterior de março e abril, quando o indicador ficou de 96,8, houve leve melhora de 3,7 pontos. Ainda está distante do melhor momento da série de 14 meses, que marcou 112,9 pontos (Nov-Dez/20), mas há reação positiva do consumidor.

Em relação ao Índice de Situação Presente (ISP), o indicador saiu de 64,4 pontos (março a abril de 2021) para 68,1 pontos, alta de 3,7 pontos. O que representa que o consumidor fortalezense enxerga uma ligeira melhora para o momento atual.

Mas o melhor resultado ficou para o índice das Expectativas Futuras (IEF), que saiu de 118,4 pontos, de março a abril de 2021, para 122,1 no bimestre atual, no maior nível desde os últimos dois meses do ano passado, também com aumento de 3,7 pontos.

Além disso, o índice do bimestre foi também o segundo melhor da série de 14 meses, que registrou o maior patamar em julho a agosto de 2020 (123,6), quando se configurou a retomada pós-primeiro lockdown.

Dentre os consumidores fortalezense, o sexo masculino apresenta melhor indicador de confiança, com 103,3 pontos; na faixa etária de 25 a 34 anos, com 111,5 pontos; com escolaridade superior; 107,7 pontos e a renda familiar maior de 10 salários mínimos, registrando 117,6 pontos.

Percepção 

Sobre a situação financeira e a condição para ir às compras de bens duráveis no mês seguinte, 46% dos consumidores apontam que o momento é ruim e 34% péssimo. Os que enxergam a perspectiva como boa são 18,9% e apenas 0,7% como ótima.

Já as percepções dos consumidores sobre a situação financeira de suas famílias comparadas ao ano passado pioraram devido ao aumento do desemprego e à inflação em alta. Segundo o levantamento, 58,4% dos entrevistados consideram que sua condição é ruim e 5,8% acham péssima em relação ao ano anterior. Apenas 5,8% avaliam que a situação está boa e 1%, ótima.

No longo prazo, quando questionados sobre as expectativas financeiras das famílias para os próximos 12 meses, 64,7% responderam que será boa, 12,8% ótima, 21,3% consideram que será ruim e 1,2% crê que será péssima.

Futuro da economia

Daqui a 12 meses, 49% acreditam que a situação econômica do País será boa e 7,3% ótima. Mas 37,7% avaliam que ainda será ruim e 5,8% enxergam a situação futura como péssima.

Quando se analisam os próximos cinco anos, a expectativa dominante entre os fortalezenses com relação à situação econômica é de que o cenário será bom para 64,6% e ótima para 8,6%. Em contraponto, 22,9% acreditam que será ruim e 3,9%, acham que será péssimo.

Intenção de compra 

A taxa percentual de intenção de compra mensal dos consumidores também apresentou alta nos meses de maio a junho de 2021, chegando a 37,3%, um aumento de 12,8 pontos percentuais contra março a abril deste ano, quando marcou 24,5%, o menor nível da série histórica de 14 meses.

Embalados nas datas tradicionais de maior consumo, como Dia das Mães, em maio, e o Dia dos Namorados no mês de junho, os produtos que lideram o ranking de mais desejados pelo consumidor neste bimestre são: TVs (23%), vestuário (17,3%), celulares/smartphones (16,6%), predominando bens de consumo de maior valor.

A expectativa de gastos com as compras também se mostra em geral mais significativa, com 65,9% projetando um valor acima de R$ 1 mil neste bimestre. Outros 16,1% preveem gastos de R$ 500 a R$ 1 mil, enquanto 9,9% se dispõem a desembolsar entre R$ 251 e R$ 499 em compras. Para 8,1%, o teto de gastos é de R$ 250.