Parada em 2020, indústria do Ceará cresce 90,2% em abril deste ano

O crescimento se deve porque a base de comparação do ano passado é muito baixa, pois parte do setor considerado não essencial parou na pandemia. Na passagem de março para abril, a produção industrial recuou 1,2%

A produção industrial do Ceará recuou 1,2% na passagem de março para abril, mas na comparação com igual mês do ano passado teve alta expressiva de 90,2%, pois o setor não essencial teve de parar em 2020 durante a pandemia.

No 1º quadrimestre de 2021, a produção industrial cearense acumula alta de 17,7%, e nos últimos 12 meses alta de 3%. Os dados são da PIM-PF Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira, 9.

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Apesar de taxa negativa de março para abril, o Ceará (-1,2%), apresenta melhor percentual em relação aos estados do Nordeste pesquisados, ficando Bahia (-12,4%) com o pior resultado, seguido por Pernambuco (-2,4).

Na comparação quadrimestral, o primeiro quadrimestre de 2021, ao avançar 17,7% - taxa positiva mais acentuada do que a média nacional (10,5%) - se diferenciou do comportamento negativo observado no 1º quadrimestre de 2020 (-14,4%) no Estado.

No mês de abril, as atividades industriais que apresentaram percentuais positivos mais expressivos na produção industrial cearense foram a fabricação de produtos têxteis (10.886,3%); fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10.739,6%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (7.287,4%); preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3.716,7%).

Segmentos da indústria cearense

Também tiveram alta: fabricação de produtos de minerais não-metálicos (134,2%); fabricação de bebidas (113,7%); Metalurgia (61,9%); fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (32,9%).

Cabe ressaltar que, nesse mês, verifica-se resultados positivos elevados, influenciados, em grande parte, pela baixa base de comparação, já que o setor industrial foi pressionado, em abril de 2020, pelo aprofundamento das paralisações ocorridas em diversas plantas industriais, fruto, especialmente, do movimento de isolamento social por conta da pandemia da COVID-19. Nesse mês, Amazonas (132,8%) e Ceará (90,2%) assinalaram os avanços mais intensos. 

Por outro lado, houve queda na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,3%); na fabricação de produtos alimentícios (-12,6%) e na fabricação de outros produtos químicos (-1,6%), dando continuidade ao percentual negativo do mês anterior nessas três atividades, embora pontuando melhora nas taxas no comparativo com o mês de março de 2021.

Brasil

Seguindo tendência nacional, a produção industrial regional recuou em nove dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na passagem de março para abril, as indústrias locais foram afetadas pelo baixo desempenho do setor de derivados do petróleo.

A produção nacional, divulgada na semana passada, caiu 1,3% em abril frente a março. A maior queda ocorreu na Bahia, que recuou 12,4%, a maior diminuição desde abril de 2020, uma queda de 23,4%. Com a quinta taxa negativa, a Bahia acumula perdas de 31,8%.

A Região Nordeste teve a segunda maior queda, de 7,8% no mês, influenciada pelo resultado da indústria de couro, artigos de viagens e calçados. A queda acumulada em cinco meses negativos chega a 17,1%.

São Paulo recuou 3,3%, queda também acima da média nacional, afetada pelo desempenho dos setores de derivados do petróleo, farmacêutico e de outros produtos químicos. Completam os locais com taxas negativas em abril, Goiás (-3,6%), Pernambuco (-2,4%), Santa Catarina (-2%), Ceará (-1,2%), Mato Grosso (-1,1%) e Minas Gerais (-0,9%).

Alta

O destaque entre os locais com alta na produção industrial foi o estado do Amazonas, que subiu 1,9% e teve a segunda taxa positiva seguida, acumulando ganho de 11%. Ao contrário dos que registraram queda, no Amazonas o setor de derivados de petróleo teve bom desempenho.

A segunda maior alta foi no Rio de Janeiro, com ganho de 1,5%. O setor extrativo de petróleo contribuiu para o desempenho positivo. Também registraram alta em abril na comparação mensal as indústrias do Espírito Santo (0,9%), Pará (0,3%), Rio Grande do Sul (0,3%) e Paraná (0,2%).

Em relação a abril de 2020, o crescimento nacional foi de 34,7% e 12 dos 15 locais pesquisados tiveram alta. Porém, o IBGE destaca que a base de comparação é muito baixa, já que em abril do ano passado o setor industrial foi muito pressionado pelo isolamento social decorrente da pandemia de covid-19.

Os maiores avanços na comparação anual foram do Amazonas (132,8%) e Ceará (90,2%). Acima da média nacional também ficaram o Paraná (55,1%), Rio Grande do Sul (53,8%), Santa Catarina (50,5%) e São Paulo (45,5%).

Completam a lista dos locais com alta, em relação a abril de 2020, Minas Gerais (32,5%), Pernambuco (31,4%), Espírito Santo (26,1%), região Nordeste (20,2%), Rio de Janeiro (10,3%) e Pará (6,0%).

As taxas negativas, na comparação anual, foram registradas na Bahia (-10%), Goiás (-8,7%) e Mato Grosso (-2%).

Pandemia

Segundo o IBGE, o resultado de abril foi afetado pelo agravamento da pandemia de covid-19, com as medidas restritivas, a diminuição da circulação de pessoas e escalas na jornada de trabalho. Mesmo assim, cinco locais estão acima do patamar pré-pandemia, tendo como referência o mês de fevereiro de 2020: Minas Gerais (10,2% acima); Santa Catarina (7,2%), Paraná (6,4%), Amazonas (4,4%) e São Paulo (3,4%).

No acumulado de 12 meses, o Brasil registra alta de 1,1% na produção industrial, assim como oito das regiões pesquisadas. As maiores altas acumuladas são em Pernambuco (7,4%), Santa Catarina (6,6%), Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com aumento de 4,7%.

Por outro lado, as maiores quedas acumuladas em 12 meses foram registradas na Bahia (-9,8%), Espírito Santo (-9,2%) e Mato Grosso, que acumula perdas de 5,9%.

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