Dia dos Namorados: veja dicas para evitar brigas por dinheiro

Deixar o tabu de lado e aprender a conversar sobre finanças do casal é a primeira dica para evitar conflitos

Com a proximidade do Dia dos Namorados, um assunto que muitas vezes é tabu para os amantes, mas que é de suma importância ter clareza é sobre as finanças dos casais. O tema muitas vezes é causa de brigas e O POVO traz oito dicas da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) para evitar os conflitos ou até mesmo separações.

 

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Reinaldo Domingos, presidente da Abefin, destaca que grande parte dos casais não sabe sequer o valor do salário do companheiro ou mesmo de como gastam o que recebem. "Mas o pior é que para muitos casais o tema é um verdadeiro tabu, somente aparecendo quando os problemas começam".

Para ele, essa informação demonstra uma grande possibilidade de problemas relacionados ao dinheiro no futuro. Por isso que a primeira orientação do especialista é sempre muito diálogo em relação às finanças, principalmente neste período de crise sanitária, quando as pessoas estão mais nervosas.

"O mais adequado é construir um orçamento do casal ou da família baseados nos sonhos e objetivos. Também é muito importante que ocorra o quanto antes a definição de regras financeiras a serem seguidas, como quem paga o quê. Contudo, essas regras devem ser alvos de constantes reavaliações", indica.

É importante, portanto, ver a divisão das contas. Ele diz que é até possível ter uma conta conjunta para que esses compromissos sejam pagos. "Porém, acredito que seja interessante avaliar a possibilidade de cada um ter sua conta corrente, definindo os limites, pois cada um pode ter seus próprios gastos".

Em relação ao investimento, Reinaldo avalia que deve ser feito em conjunto, pois, assim, poupa-se mais dinheiro para melhores resultados. O que deve ser tratado de forma diferenciada é a questão da aposentadoria, já que esse investimento deve ser separado para cada um, "lembrando que, quem não construir sua aposentadoria, um dia, terá que pedir dinheiro para alguém", alerta.

E para a organização destas finanças de casal, deve-se colocar, no mínimo, três sonhos - curto (até um ano), médio (de um a dez) e longo prazo (acima de dez anos) -, todos acompanhados de informações básicas, como quanto custa e quanto será guardado mensalmente. "Caso contrário, não serão sonhos, e sim verdadeiros pesadelos para os casais, podendo "esfriar o relacionamento", complementa Reinaldo.

Além destas dicas, mesmo com contas separadas, quando se opta pelo casamento, é preciso não discriminar quem ganha mais ou menos. Neste caso, a receita deve ser pensada e somada para todos que dela participam. Assim, se deve definir um limite de gastos para cada um e fazer com que ele seja respeitado. 

Veja as dicas para montar uma finança conjunta sem brigas

1. Reuniões frequentes entre o casal para debater as finanças, porém, diferentemente do que ocorre frequentemente, esse não deve ser um momento apenas de tensão, mas sim de projeção.

 

2. Estabeleçam sempre sonhos de curto, médio e longo prazos, lembrando que se deve ter objetivos coletivos e individuais.

 

3. Um ponto que geralmente é foco de divergências é o padrão de vida que o casal leva, assim, faça um diagnóstico financeiro e, com os números reais da vida financeira, ajuste o padrão dentro dessa lógica.

 

4. Outro motivo de briga é o fato de um dos parceiros ser mais acomodado. É importante entender que cada um possui um estilo, assim, recomenda-se a busca de um meio termo, com regras bem estabelecidas e não ficar batendo sempre na mesma tecla.

 

5. O ponto fundamental é que, quando somente um dos parceiros trabalha externo, também deve se ter a preocupação com a vida financeira em longo prazo, no caso aposentadoria.

 

6. Caso tenham filhos, é preciso inclui-los na conversa sobre dinheiro e, mais do que isso, também devem chegar a um acordo sobre como será a educação deles em relação às finanças.

 

7. Se um dos parceiros fez alguma ação errada em relação ao dinheiro, lógico que haverá um nervosismo inicial, por isso, tente deixar o debate para um momento no qual já conseguiu se acalmar um pouco e refletir sobre o ocorrido. Contudo, não finja que nada ocorreu, guardar pode causar "estouros" futuros.

 

8. Lembrem-se, é nas dificuldades que vemos com quem realmente podemos contar. Assim, em caso de crise financeira, em vez do distanciamento, o ideal é buscar estar mais perto de quem gostamos.

 

Fonte: Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

 

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