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Inflação dos aluguéis acumula taxa de 14,39% neste ano

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em maio de 2020, o IGP-M registrava taxas de 0,28% no mês e de 6,51% em 12 meses
08:36 | Mai. 28, 2021
Autor Agência Brasil
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Tipo Notícia

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do País, subiu 4,10% em maio. Com a taxa, que é superior ao 1,51% do mês anterior, o índice acumula altas de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), em maio de 2020, o IGP-M registrava taxas de 0,28% no mês e de 6,51% em 12 meses.

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Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, a disparidade entre o índice de inflação (IPCA) e o IGP-M provocaram um desequilíbrio no mercado. Muito utilizado para reajustes de aluguéis, mas também em muitos contratos de fornecimento de produtos e serviços, a partir do entendimento entre as partes, tem se encontrado um meio termo.

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"Tem havido um crescimento um crescimento na oferta de imóveis para alugar em função da crise da pandemia que aumentou o desemprego e fez com que diversas empresas fechassem as portas. Então, seja na área residencial ou comercial, os proprietários têm encontrado dificuldades para efetivar novos contratos", afirma o economista.

A alta de abril para maio foi puxada principalmente pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 5,23% em maio, acima do 1,84% de abril.

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Houve altas também no Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo e que passou de 0,44% em abril para 0,61% em maio, e no Índice Nacional de Custo da Construção, que subiu de 0,95% para 1,80%. (Samuel Pimentel, com informações da Agência Brasil)

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