PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Cesta básica fica 1,22% mais barata em Fortaleza

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

Beatriz Cavalcante
15:35 | 08/04/2021
12 produtos compõem a cesta básica (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
12 produtos compõem a cesta básica (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O valor da cesta básica de Fortaleza em março ficou em R$ 517,05, uma deflação mensal de 1,22%. Apesar de queda, o preço ainda representa alta em seis meses, de 6,44%, e de 8,83% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos ainda detalha que os produtos com as maiores elevações em relação a dezembro do ano passado foram manteiga (3,93%), café (2,49%), farinha (1,54%), carne (1,06%) e feijão (0,11%). Já as maiores reduções ficaram por conta da banana (-8,43%), tomate (-6,62%), leite (-5,51%), óleo (-2,06%), arroz (-1,86%), açúcar (-0,66%) e pão (-0,22%).

Para comprar a cesta básica, o tempo de jornada necessário foi de 103 horas e 25 minutos. Já o percentual do salário mínimo líquido (R$ 1.100) consumido para adquirir os produtos chega a 50,81%. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.551,15.

No semestre, dos 12 produtos que compõem a cesta básica, os únicos itens a apresentar redução foram o tomate (-18,50%) e o leite (-3,34%). Os itens que apresentaram as maiores elevações foram: a farinha (20,63%), o óleo (16,40%) e a carne (14,11%).

Na série de 12 meses, as retrações foram no tomate (-48,60) e na banana (-9,81%). Todos os outros itens
apresentaram elevações nos seus preços, com destaques para: o óleo (83,45%), o arroz (71,08%) e a farinha (42,59%).

Brasil

Entre fevereiro e março de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos diminuiu em 12 cidades e aumentou em outras cinco. As maiores reduções foram registradas em Salvador (-3,74%), Belo Horizonte (-3,11%), Rio de Janeiro (-2,74%) e São Paulo (-2,11%). As capitais onde ocorreram as maiores altas foram Aracaju (5,13%) e Natal (2,83%).

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 632,75), seguida pela de São Paulo (R$ 626), Porto Alegre (R$ 623,37) e Rio de Janeiro (R$ 612,56). Entre as cidades do Norte e Nordeste, a cesta com maior custo foi registrada em Fortaleza (R$ 517,05).