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Fabricante brasileira de pás eólicas prevê investimentos de Biden no Brasil

CEO da Aeris calcula nova leva de exportações a serem feitas a partir das instalações da companhia no Pecém
22:20 | Jan. 20, 2021
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A gestão do recém-empossado presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden (Partido Democrata), levanta expectativas para a indústria de energia eólica no Brasil. Durante a campanha presidencial, o democrata deixou bem claro que irá promover uma série de investimentos em energias renováveis nos próximos anos.

A empresa Aeris, fabricante brasileira de pás para energia eólica, espera se beneficiar das ações de investimento do presidente estadunidense, é o que especula Alexandre Negrão, CEO da Aeris, em entrevista à agência Reuters.

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A companhia é dona de instalações industriais no porto de Pecém, no Ceará, e possui extensa lista de clientes globais, já tendo vendido pás eólicas para projetos nos EUA, Europa, países da América do Sul, como o Chile, e Austrália.

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“Com a vitória do Biden, e agora com a vitória dos Democratas no Senado, obviamente isso impulsionou todo o setor eólico, todo o setor de renováveis, porque é até difícil prever o que virá de demanda, dado todo o ´pacote´ que ele está prometendo”, opina Negrão.

O CEO projeta uma nova leva de exportações para os Estados Unidos com os investimentos de Biden. “O principal mercado é o norte-americano, porque é o maior mercado disparado em relação aos outros. E a Aeris tem uma posição muito competitiva, pelo lugar onde estamos. Pecém é relativamente perto ali de Houston, para onde as pás vão, então a gente chega com preço bem competitivo”, relata Negrão.

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Em 2019, 70% da produção da empresa foi exportada. Em 2020, a proporção do mercado local brasileiro cresceu pelo crescimento e aceleração da área no Brasil, disse Negrão. Ele estima que apenas empreendimentos eólicos no Brasil devem representar uma expansão anual entre 3 e 4 gigawatts de potência instalada ao longo da década que se inicia.

Novos investidores

A expectativa do novo governo dos Estados Unidos e a crescente preocupação de investidores com sustentabilidade, governança e temas sociais têm impulsionado as ações da Aeris, que subiram quase 90% desde a oferta inicial de ações, em novembro.

Em 2020, a empresa fez uma oferta inicial de ações e movimentou R$ 1,13 bilhão. A empresa é otimista e projeta as perspectivas no Brasil, onde investidores têm cada vez mais apostado em construir usinas eólicas para vender a produção no mercado livre da eletricidade, onde os consumidores negociam diretamente novos contratos e preços de energia com empresas do setor elétrico.

“Estamos vivendo um momento muito especial, pensando não só em exportação, mas também pegando uma forte alta no mercado livre (no Brasil). Quem acompanha sabe o quanto cresceu esse mercado nos últimos três anos”, argumenta o executivo.

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