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Banco Central anuncia mudanças no Boletim Focus

20:35 | Jan. 15, 2021
Autor - Agência Brasil
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Pesquisa semanal com cerca de 140 instituições financeiras, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), passará por mudanças a partir da edição de 25 de janeiro. Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados.

Os horizontes de projeção para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passaram para 25 meses. Para a taxa Selic (juros básicos da economia), o câmbio e o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas), o horizonte passou para dois anos. Até agora, o boletim Focus divulgava as projeções para até um ano e meio.

Em contrapartida, o boletim Focus deixará de coletar as projeções para os seguintes índices de inflação: IGP-DI, IPA-DI, IPA-M, INPC, IPCA-15 e IPC-Fipe. Também deixarão de ser pesquisadas as taxas médias anuais do câmbio e da Selic. Segundo o BC, esses indicadores deixaram de ser importantes para a formação de expectativas econômicas, com poucas instituições financeiras traçando estimativas para eles.

Câmbio

O novo boletim Focus também mudará a forma de divulgar a taxa de câmbio de fim de período. Em vez da taxa vigente no último dia do período analisado, a publicação passará a trazer a taxa Ptax média desse intervalo. A Ptax reflete a média do câmbio em determinado dia, em vez dos valores de abertura e de fechamento.

A taxa anual de câmbio considerará a taxa média de dezembro, no lugar da taxa do último dia útil do ano. De acordo com o BC, a volatilidade do câmbio torna difícil a previsão para determinado dia, o que torna a média das projeções para um período mais relevante.

A apresentação das estimativas para os indicadores fiscais também mudará. As séries históricas das estatísticas para os resultados primário e nominal, a Dívida Líquida do Setor Público e a Dívida Bruta do Governo Geral passarão a ser divulgadas com horizontes de dez anos à frente.

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Investimento estrangeiro direto cai em 2020 na América Latina

Economia
15:17 | Ago. 05, 2021
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Em meio à crise de covid-19, a América Latina e o Caribe receberam, em 2020, o menor valor de investimento estrangeiro direto (IED) da última década. De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a região recebeu US$ 105,48 bilhões no ano passado, 34,7% a menos que em 2019, 51% a menos que o recorde da série histórica alcançado em 2012 e o menor valor desde 2010.

No âmbito mundial, os valores de IED caíram 35% em 2020, atingindo aproximadamente US$ 1 trilhão, o que representa o valor mais baixo desde 2005. No caso da América Latina e Caribe, a tendência de queda é registrada desde 2013.

As informações estão no relatório anual da Cepal O Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e no Caribe 2021, divulgado hoje (5).

De acordo com a Cepal, o contexto internacional sugere que os fluxos mundiais de investimento terão uma lenta recuperação. “Da mesma forma, a busca por ativos em setores estratégicos para a reativação internacional e para os planos públicos de transformação da estrutura produtiva (infraestrutura, saúde, economia digital) indica que grande parte dessas operações teria como destino a Europa, a América do Norte e alguns países da Ásia, aumentando as assimetrias globais”, alerta a comissão.

Na América Latina e no Caribe, os projetos de IED mostraram uma recuperação entre setembro de 2020 e fevereiro deste ano. Entretanto, diz o relatório, de fevereiro a maio de 202, os dados já sugerem uma nova queda no valor dos anúncios. “Nesse cenário, é difícil pensar que as entradas de IED para a região tenham um aumento superior a 5% em 2021.”

Nesse sentido, a Cepal pede que os países da região canalizem os fluxos de investimento estrangeiro direto para atividades geradoras de maior produtividade, inovação e tecnologia, de modo a contribuir para mudanças significativas na estrutura produtiva da região. Além de manter a ajuda emergencial aos setores mais vulneráveis da população e às pequenas empresas, para a comissão, os países da América Latina e Caribe devem desenvolver planos estratégicos tanto de retomada como de transformação produtiva, usando a capacidade dos governos e do setor privado para que a política de atração de capitais estrangeiros faça parte da política industrial.

Foram identificados oito setores estratégicos que poderiam ser apoiados pelo IED: a transição para energias renováveis; a eletromobilidade sustentável nas cidades; a revolução digital inclusiva; a indústria manufatureira da saúde; a bioeconomia; a economia do cuidado; a economia circular; e o turismo sustentável.

Investimentos em 2020

De acordo com a Cepal, houve aumento do IED em apenas cinco países da região: Bahamas, Barbados, Equador, Paraguai e México. Este último é o segundo maior receptor de recursos diretos na região, depois do Brasil.

A forte queda nos ingressos de investimento estrangeiro direto no Brasil (-35,4%) e o aumento no México (6,6%) determinaram uma aproximação da participação de ambos os países como destino de IED que não tinha sido visto nos últimos anos (tal participação foi de 42% no caso do Brasil e 30% no do México), diz o relatório.

Os setores de recursos naturais e manufatura, com reduções de 47% e 38%, respectivamente, foram os mais atingidos no ano passado. Já as energias renováveis, apesar de também terem retração nos investimentos, continuaram sendo o setor da região que desperta o maior interesse dos investidores estrangeiros, com 26% do valor total de anúncios.

Os Estados Unidos aumentaram de 27% para 37% sua participação no IED da região em 2020, diante da forte queda na Europa (que baixou de 51% para 38%) e na América Latina (que passou de 10% para 6%).

De acordo com o relatório, a menor queda nos Estados Unidos como origem do IED é explicada, principalmente, pelo aumento dos investimentos deste país no Brasil. Por outro lado, as entradas de Holanda e Luxemburgo, países europeus que tinham mais investimentos no Brasil, caíram em 2020 e em 2019, o que determinou uma queda do peso da Europa como investidora na região.

Do mesmo modo, em 2020, os fluxos das empresas transnacionais latino-americanas também colapsaram, com queda de 73% nos investimentos. “Enquanto o Chile e o México apresentaram aumento nos fluxos de investimento direto no exterior, a Argentina, o Brasil, a Colômbia e o Panamá registraram retrocessos”, diz a comissão.

O relatório da Cepal traz ainda análise sobre as relações comerciais com a China, “país que avança no caminho para consolidação como potência econômica mundial”, e sobre as estratégias de investimento na era digital. Para a comissão, o investimento estrangeiro pode contribuir para a transformação digital na América Latina e no Caribe, mas, se as características estruturais das economias da região não forem consideradas, a digitalização poderia aprofundar as lacunas existentes e gerar maior exclusão e injustiça nessa distribuição de recursos.

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Endividamento das famílias bate novo recorde em julho

Blog do Eliomar
14:34 | Ago. 05, 2021
Autor O Povo
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O percentual de famílias que relataram ter dívidas no mês de julho chegou a 71,4%, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2010. A alta é de 1,7 ponto percentual na comparação com junho e de 4 pontos em relação a julho de 2020, o maior aumento anual verificado desde dezembro de 2019.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As dívidas incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

As famílias com dívidas ou contas em atraso chegaram a 25,6%, o terceiro aumento seguido. O número é 0,5 ponto percentual acima do nível de junho e 0,7 ponto abaixo do apurado em julho do ano passado.

Já as famílias que disseram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso e que vão continuar inadimplentes aumentou de 10,8% para 10,9% de junho para julho. Na comparação anual, houve queda de 1,1 ponto percentual.

Faixas de renda
Na análise por grupos de renda, o endividamento entre as famílias que recebem até dez salários mínimos aumentou de 70,7% para 72,6% na passagem mensal, atingindo nova máxima histórica. Em julho de 2020, o indicador estava em 69% das famílias. A inadimplência nessa faixa passou de 28,1% para 28,7% e 13,1% do total disseram que vão permanecer com as contas em atraso.

No grupo que recebe mais de dez salários mínimos, o endividamento vem batendo recordes mensais desde fevereiro. O percentual passou de 65,5% em junho para 66,3% julho, ante os 59,1% em julho de 2020. A inadimplência nesse grupo de renda cresceu de 11,9% para 12,1% na passagem mensal e 3,5% afirmaram que não têm condições de colocar as dívidas em dia.

O grupo dos muito endividados teve leve redução, de 14,7% em junho para 14,6% em julho, índice 0,9 ponto percentual abaixo de julho de 2020. Na capacidade de pagamento, a parcela média da renda comprometida entre as famílias endividadas ficou em 30,5%, o maior nível desde 2017, e 21,1% têm mais da metade da renda comprometida com dívidas.

Dívidas
O tempo médio de atraso para quitação das dívidas ficou em 61,9 dias em julho. A principal dívida das famílias é no cartão de crédito, modalidade assinalada por 82,7% dos endividados, o maior nível da série histórica. Carnês de lojas foram indicados por 18% das famílias, 9,8% têm dívidas com crédito pessoal e 9,7% com financiamento da casa própria.

Inflação
Segundo a CNA, a inflação elevada tem diminuído o poder de compra das famílias e deteriorado os orçamentos domésticos. “A renda dos consumidores também está afetada pelas fragilidades dos mercados de trabalho formal e informal, com o auxílio emergencial de menor valor pago este ano. Tais fatores têm também provocado o maior uso do crédito no cartão”, diz o informe da pesquisa.

A entidade alerta que o cartão de crédito é a modalidade mais difundida, porém é a que oferece o maior custo ao consumidor quando se torna crédito rotativo, com parte do saldo devedor rolada para o mês seguinte.

“Embora o crédito possa funcionar como ferramenta de recomposição da renda e potencializar o consumo, com mais de 71% das famílias endividadas, acendeu-se um alerta para o uso do crédito e o potencial de crescimento da inadimplência à frente. O aumento dos juros em curso no país encarece as dívidas, principalmente na modalidade mais buscada pelos endividados hoje, o cartão de crédito”.

(Agência Brasil)

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O meteoro de Paulo Guedes

OPINIÃO
13:48 | Ago. 05, 2021
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O Ministro da Economia se referiu, estes dias, a um “meteoro” vindo de outro Poder da República, o qual iria impactar o orçamento. Reportou-se, ainda, a um míssil que deveria ser lançado para destruí-lo e impedir o impacto. Fazia alusão, por meteoro, ao valor apresentado pelo Poder Judiciário como necessário ao pagamento de precatórios em 2022. O míssil seria uma emenda constitucional destinada a parcelar tais precatórios.

Precatórios são ordens de pagamento, do Poder Judiciário, decorrentes de condenações sofridas pelo Poder Público e já transitadas em julgado, ou seja, definitivas porque não mais passíveis de recurso.

Quando um particular qualquer é acionado judicialmente, e perde a demanda, sendo condenado a pagar determinada quantia (p.ex., uma indenização), seus bens podem ser penhorados e leiloados, ou sua conta bancária pode ser bloqueada, para que se obtenha assim o valor necessário ao cumprimento da decisão.

Quando se trata do Poder Público, o procedimento é mais complicado e demorado: terminado o processo, o Judiciário determina a inclusão do valor necessário ao cumprimento da decisão no orçamento do ano subsequente.

Assim, no ano seguinte, quando se executa o orçamento, o valor é destinado ao Judiciário, que o utiliza para o pagamento da dívida junto à parte vitoriosa na ação judicial.

Uma dívida representada por um precatório, portanto, não é uma surpresa. Não se trata de dívida nova, inesperada, inventada pelo Poder Judiciário. É fruto de processo no qual o Poder Público defendeu-se e recorreu até as últimas instâncias. Por trás de cada um deles, há alguém que lutou e esperou por décadas para ver reconhecida a necessidade de o Estado reparar uma lesão, uma ilegalidade ou um prejuízo pelo qual é responsável.

Trata-se, portanto, de uma consequência da ideia de “Estado de Direito”, assim entendido aquele que se submete às leis e às decisões judiciais, pelo que arquitetar mecanismos para não os honrar é muito mais grave do que parece.

Não é a primeira vez, aliás, que o Poder Público tenta parcelar precatórios. Mais de uma emenda constitucional já fez isso, e foram todas, nessa parte, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. O Poder Público não tem a liberdade de decidir se, ou como, cumprirá condenações judiciais definitivas.

Tampouco uma emenda constitucional pode isentá-lo desse dever, ou estabelecer prazos mais elásticos para tanto, sendo de se lembrar que os precatórios decorrem de processos que já se arrastaram por décadas. Muitos são recebidos pelos filhos, ou mesmo pelos netos, dos autores das ações, que não vivem o suficiente para presenciar o reconhecimento definitivo de seus direitos.

Submeter tais pessoas, depois de chegarem ao fim do processo, ainda a um longo parcelamento, é contrário a tudo o que subjaz à ideia de Estado de Direito.

E pior é fazê-lo usando como pretexto o Bolsa Família: como se esta fosse a única despesa, das inúmeras constantes do orçamento, cuja satisfação poderia ser comprometida caso se honrem as dívidas reconhecidas em juízo.

Na verdade, para diminuir, no longo prazo e de forma segura, a despesa representada por precatórios, a fórmula é simples: basta o Estado deixar de cometer ilegalidades, causar danos e gerar prejuízos aos cidadãos, que nada mais terão a reclamar junto aos Tribunais.

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Endividamento das famílias bate novo recorde em julho

Economia
12:19 | Ago. 05, 2021
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O percentual de famílias que relataram ter dívidas no mês de julho chegou a 71,4%, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2010. A alta é de 1,7 ponto percentual na comparação com junho e de 4 pontos em relação a julho de 2020, o maior aumento anual verificado desde dezembro de 2019.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As dívidas incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

As famílias com dívidas ou contas em atraso chegaram a 25,6%, o terceiro aumento seguido. O número é 0,5 ponto percentual acima do nível de junho e 0,7 ponto abaixo do apurado em julho do ano passado. 

Já as famílias que disseram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso e que vão continuar inadimplentes aumentou de 10,8% para 10,9% de junho para julho. Na comparação anual, houve queda de 1,1 ponto percentual.

Faixas de renda

Na análise por grupos de renda, o endividamento entre as famílias que recebem até dez salários mínimos aumentou de 70,7% para 72,6% na passagem mensal, atingindo nova máxima histórica. Em julho de 2020, o indicador estava em 69% das famílias. A inadimplência nessa faixa passou de 28,1% para 28,7% e 13,1% do total disseram que vão permanecer com as contas em atraso.

No grupo que recebe mais de dez salários mínimos, o endividamento vem batendo recordes mensais desde fevereiro. O percentual passou de 65,5% em junho para 66,3% julho, ante os 59,1% em julho de 2020. A inadimplência nesse grupo de renda cresceu de 11,9% para 12,1% na passagem mensal e 3,5% afirmaram que não têm condições de colocar as dívidas em dia.

O grupo dos muito endividados teve leve redução, de 14,7% em junho para 14,6% em julho, índice 0,9 ponto percentual abaixo de julho de 2020. Na capacidade de pagamento, a parcela média da renda comprometida entre as famílias endividadas ficou em 30,5%, o maior nível desde 2017, e 21,1% têm mais da metade da renda comprometida com dívidas.

Dívidas

O tempo médio de atraso para quitação das dívidas ficou em 61,9 dias em julho. A principal dívida das famílias é no cartão de crédito, modalidade assinalada por 82,7% dos endividados, o maior nível da série histórica. Carnês de lojas foram indicados por 18% das famílias, 9,8% têm dívidas com crédito pessoal e 9,7% com financiamento da casa própria.

Inflação

Segundo a CNA, a inflação elevada tem diminuído o poder de compra das famílias e deteriorado os orçamentos domésticos. “A renda dos consumidores também está afetada pelas fragilidades dos mercados de trabalho formal e informal, com o auxílio emergencial de menor valor pago este ano. Tais fatores têm também provocado o maior uso do crédito no cartão”, diz o informe da pesquisa.

A entidade alerta que o cartão de crédito é a modalidade mais difundida, porém é a que oferece o maior custo ao consumidor quando se torna crédito rotativo, com parte do saldo devedor rolada para o mês seguinte.

“Embora o crédito possa funcionar como ferramenta de recomposição da renda e potencializar o consumo, com mais de 71% das famílias endividadas, acendeu-se um alerta para o uso do crédito e o potencial de crescimento da inadimplência à frente. O aumento dos juros em curso no país encarece as dívidas, principalmente na modalidade mais buscada pelos endividados hoje, o cartão de crédito”.

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Indicador de Emprego da FGV atinge maior nível desde fevereiro de 2020

Economia
09:05 | Ago. 05, 2021
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O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,6 ponto de junho para julho e atingiu 89,2 pontos. Esse é o maior nível desde fevereiro de 2020 (92 pontos), período anterior às medidas de isolamento adotadas para lidar com a pandemia de covid-19 no país.

O indicador é calculado com base em entrevistas com consumidores e com empresários da indústria e dos serviços e busca antecipar tendências do mercado de trabalho.

“O resultado positivo sugere que a melhora nos números da pandemia e a redução das medidas restritivas podem estar impulsionando a retomada do mercado de trabalho. Além disso, também há uma expectativa mais favorável em serviços, setor que emprega muito, com a maior circulação de pessoas. Mas é importante ressaltar que ainda existe um espaço para recuperação e que até mesmo o nível pré-pandemia ainda retratava um cenário desafiador no mercado de trabalho”, afirma o economista da FGV Rodolpho Tobler.

Dos sete componentes do Iaemp, cinco contribuíram para a alta de junho para julho, com destaque para o que mede a situação corrente dos negócios do setor de serviços, que cresceu 10,2 pontos no período.

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