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Economia
NOTÍCIA

Caixa Tem pode se tornar banco digital com foco em clientes de baixa renda

O novo banco passaria por abertura de capital e, por projeções próprias da estatal, teria avaliação inicial de R$ 100 bilhões

07:50 | 08/12/2020
O aplicativo Caixa Tem foi lançado em 2019 e reforçou o repasse do auxílio emergencial, mas pode se tornar um banco digital com foco em pessoas de baixa renda ainda em 2020 (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
O aplicativo Caixa Tem foi lançado em 2019 e reforçou o repasse do auxílio emergencial, mas pode se tornar um banco digital com foco em pessoas de baixa renda ainda em 2020 (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O Caixa Tem, aplicativo de serviço sociais e transações bancárias da Caixa Econômica Federal, pode se tornar, em breve, um banco digital, com estrutura e equipe próprias. A proposta já está sendo debatida pela alta cúpula da instituição financeira. Por projeções, o novo banco, que passaria por abertura de capital, teria avaliação inicial de R$ 100 bilhões.

Segundo a Folha de S.Paulo, que divulgou a possível novidade, o plano é que a separação ocorra até o final de 2020, mas ainda é necessário o aval do Conselho de Administração da Caixa, que permitiria reivindicar a autorização do Banco Central.

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O foco do banco digital seria os clientes de baixa renda. Nele, os usuários poderão fazer movimentações de até R$ 5 mil por mês nas contas, além de reunir pagamentos de programas sociais do governo federal. Os beneficiários do Bolsa Família seriam os primeiros a participarem do processo.

Além disso, deverá ter serviços como saques, pagamentos de contas e transferências. A plataforma também vai promover a venda de seguros e a oferta de microcrédito.

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Sobre o aplicativo Caixa Tem

O aplicativo Caixa Tem foi lançado em outubro de 2019, com expectativa de atingir 35 milhões de usuários. Ofertando serviços da Caixa Econômica Federal, ele teve grande alcance durante a pandemia do novo coronavírus, por ser uma plataforma na qual os cidadãos poderiam realizar a retirada do auxílio emergencial. Só no terceiro semestre deste ano, ele chegou a R$ 50 bilhões em movimentação, alcançando 105 milhões de contas, três vezes mais do que o esperado.