PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Preço de um mesmo alimento varia 436% entre supermercados da Capital; Saiba como economizar

A comprovação foi feita por uma pesquisa realizada pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza)

Alan Magno
23:36 | 13/10/2020
Preço de um mesmo alimento pode variar 436% entre supermercados da Capital aponta pesquisa feita pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza); Saiba como economizar (Foto: Aurelio Alves/ O POVO)
Preço de um mesmo alimento pode variar 436% entre supermercados da Capital aponta pesquisa feita pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza); Saiba como economizar (Foto: Aurelio Alves/ O POVO)

Levantamento feito pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) em 10 redes de supermercados em Fortaleza mostrou uma variação de preço de cerca de 436% para um mesmo produto. A maior alta foi registrada no quilo no pimentão que em um mercado custava R$1,49 (menor preço encontrado), enquanto em uma outra rede de supermercado estava sendo vendido a R$ 7,99 o kg.

O estudo analisa os preços cobrados para 60 itens, entre alimentos e produtos de higiene pessoal, infantil e do lar, considerados pelo Procon como sendo de “primeira necessidade” e indispensáveis à sobrevivência das famílias que vivem na Capital. A análise busca ainda comparar os preços determinados nas unidades das diversas redes de supermercados que atuam nas regionais de Fortaleza. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 13, e assume como base preços pesquisados presencialmente durante os dias 5 e 6 de outubro em supermercados da Cidade.

LEIA TAMBÉM | Ministério da Justiça notifica supermercados e empresas por alta dos alimentos

O kit dos 60 itens fundamentais chegou a custar R$ 544,62 na Regional V, o valor representa a média de preços encontrada comparando o valor de cada item vendido nos supermercados da região. A localidade que compreende 17 bairros como Mondubim, Conjunto Prefeito José Walter, Granja Lisboa e Siqueira apresentou o maior valor para o kit. O menor valor registrado foi na Regional VI, onde seria possível adquirir todos os 60 itens desembolsando em média R$ 297,88.

VALOR POR REGIONAL

Regional V - R$ 544,62
Regional III - R$ 539,36
Regional Centro - R$ 507,87
Regional I - R$ 494,79
Regional IV - R$ 431,87
Regional II - R$ 422,82
Regional VI - R$ 297,88

PRINCIPAIS ALTAS

Além do pimentão, outros legumes, verduras e frutas ocupam os primeiros lugares no ranking de itens com maior variação de preço nas prateleiras dos diversos supermercados da Capital. O quilograma da cebola registou uma diferença de até 334%, custando de R$ 1,38 a R$ 5,99. Dos 60 produtos pesquisados, 14 apresentaram uma variação acima de 100% no valor cobrando a depender da rede de supermercado e também da localidade na qual estava sendo vendido.

LEIA MAIS | Mesmo na pandemia, inflação de alimentos e bebidas sobe em Fortaleza

Apesar das grandes variações, a pesquisa destaca que no mês de outubro foi registrado uma redução de 3,83% no valor necessário para comprar o kit com os 60 itens na Capital. A redução foi a primeira registrada após uma sequência de aumentos de cinco meses. A média da soma de todos os itens em outubro ficou em R$ 475,13 frente à pesquisa anterior, que somava R$ R$ 494,04. 

PREÇOS ABUSIVOS

Apesar da grande discrepância constatada pelo levantamento divulgado nesta terça-feira, 13, o levantamento é apenas “consultivo”, segundo destacou o Procon. A diretora da entidade, Cláudia Santos, pontuou que o principal objetivo do levantamento é ajudar o consumidor a economizar.

“É bom deixar claro que a pesquisa mensal nos supermercados é uma forma de oferecer ao consumidor fortalezense opções de preços de produtos e alimentos, não tendo caráter de fiscalização de preços”, pontuou na divulgação do levantamento feito mensalmente pelo Procon.

Ainda que seja de forma consultiva, Cláudia incentivou a colaboração da população com denúncias de preços abusivos cobrados por supermercados ou por qualquer outro setor de vendas ou prestação de serviços.

O Procon frisou que “o consumidor possui o direito de questionar e denunciar preços abusivos pelo telefone 151 (das 8h às 17h) ou pelo aplicativo Procon Fortaleza”. A entidade pontuou ainda que necessita das denúncias para instaurar procedimentos de investigação elevados sem justa causa e de forma abusiva.

A pesquisa completa é divulgada mensalmente pelo Procon, no site da prefeitura de Fortaleza, no setor de Defesa do Consumidor. Por meio do levantamento, a população pode ter acesso a quais supermercados estão apresentando produtos mais em conta, bem como promoções ou com falta de produtos em estoque. O estudo também é divulgado pelo aplicativo do Procon, disponível para sistemas IOS e Android.

DICAS DO PROCON PARA ECONOMIZAR

- Verifique as datas de promoções e dias de ofertas;
- Analise os encartes distribuídos como sendo de produtos promocionais e exija os mesmos preços nos caixas. Se houver divergência, o consumidor tem o direito de pagar sempre o menor valor;
- Faça uma lista dos produtos que realmente precisa comprar;
- Evite realizar as compras com fome ou acompanhado de crianças;
- Pesquise preços e verifique a melhor forma de pagamento e descontos nos pagamento à vista, em dinheiro e no cartão de crédito;
- Confira a data de validade dos produtos;
- Nem sempre o produto com tarja vermelha é o mais barato. Procure a categoria do item exposto como promocional e escolha um produto que seja mais em conta.
- Na entrada de lojas e supermercados, por exemplo, normalmente são colocados produtos que induzam o consumidor à compra. Portanto, evite-os.