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Inflação de Fortaleza sobe 0,57% em setembro entre os 15 principais itens da cesta

IPCA-15 calculado pelo IBGE revela que a Capital teve o terceiro maior percentual do País em setembro

Samuel Pimentel
17:00 | 23/09/2020
O preço dos alimentos foi um dos destaques para a alta da inflação oficial em agosto. Os dois produtos chamaram a atenção: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período. (Foto: Thais Mesquita/O Povo)
O preço dos alimentos foi um dos destaques para a alta da inflação oficial em agosto. Os dois produtos chamaram a atenção: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período. (Foto: Thais Mesquita/O Povo)

A inflação dos 15 principais itens da cesta de consumo teve percentual acumulado de 0,57% em Fortaleza neste mês de setembro. De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a Capital teve o terceiro maior percentual do País em setembro e está com inflação acima da média nacional, de 0,45%.

Ainda segundo os números, a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 3,3%. Essa representa a maior inflação do País no período. No resultado nacional, a alta do Brasil em 12 meses já é de 2,65%, enquanto entre os meses de janeiro e setembro deste ano, de 1,35%.

No resultado nacional, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em setembro. A maior variação (1,48%) e o maior impacto (0,30 p.p.) no índice vieram do grupo alimentação e bebidas, acelerando em relação ao resultado de agosto (0,34%). Transportes teve alta de 0,83% e contribuição de 0,16 p.p.. Artigos de residência teve alta de 0,79%, apesar da desaceleração em relação ao mês anterior (0,88%).

O indicador IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA (indicador oficial da inflação), a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.