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Economia
NOTÍCIA

Preço do arroz tem aumento de 52% em menos de 30 dias nos supermercados de Fortaleza

Segundo o Procon, alimento saltou de R$ 3,79, em agosto, para R$ 5,79, neste mês. A Regional I e Centro lideram a alta

20:27 | 16/09/2020
Segundo o Procon, em Fortaleza, o pacote do arroz saltou de R$ 3,79 para R$ 5,79, , em menos de 30 dias. A Regional I e Centro lideram a alta (Foto: JÚLIO CAESAR)
Segundo o Procon, em Fortaleza, o pacote do arroz saltou de R$ 3,79 para R$ 5,79, , em menos de 30 dias. A Regional I e Centro lideram a alta (Foto: JÚLIO CAESAR)

O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) divulgou nesta quarta-feira, 16, um levantamento que aponta que o preço do arroz teve aumento de 52% em menos de 30 dias, na capital cearense. O mantimento saltou de R$ 3,79, em agosto, para R$ 5,79, neste mês. A pesquisa também indica alta em outros alimentos básicos como feijão, óleo de soja e carne bovina no mês de setembro.

Ao analisar o preço do quilo do arroz nos últimos nove meses, o produto registra alta de 96,9%. Em janeiro, o valor estava em R$ 2,94 e saltou para R$ 5,79, em setembro. De acordo o Procon, a elevação de preços, sem justa causa, é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a prática abusiva pode resultar em multa de até R$ 13 milhões.

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No mapeamento dos supermercados por bairros e regionais, a Regional I e o Centro da cidade reúnem os preços mais elevados. Já os bairros das regionais II e IV apresentam os menores valores. Os valores podem ser afetados de acordo com a disponibilidade do produto nos supermercados.

De acordo com a diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, nenhum fornecedor de produtos ou serviços pode se aproveitar de uma situação para elevar preços sem justificativa. Ela ressalta que o órgão analisa a adoção de medidas cabíveis para coibir a elevação abusiva de preços. A pesquisa tem o objetivo de orientar os consumidores acerca da prática de preços nos supermercados, entretanto o órgão está atento a práticas abusivas de elevação de preços sem justa causa.

Alta em outros produtos

O levantamento também aponta a alta em outros produtos da cesta básica do consumidor, o que levou alerta ao Procon. O quilo do feijão carioca subiu de R$ 5,89 para R$ 7,99, entre agosto e setembro, alta de 35%. O óleo de soja apresentou elevação de 62%, saindo de R$ 4,29 para R$ 6,99 nos últimos dois meses. Já a carne bovina (coxão mole) saltou de R$ 27,99 para R$ 37,99, entre agosto e setembro, aumento de 35%. Todas essas análises de elevação de preços levam em consideração o menor e o maior valor encontrado dos produtos das mesmas marcas.

A pesquisa nos supermercados foi realizada entre os dias 10 e 11 de setembro de 2020. O levantamento aponta ainda que a média dos 60 produtos de primeira necessidade, pesquisados mensalmente, subiu 1,15%, em relação ao mês de agosto, quando a soma da média de todos os itens chegava a R$ 488,43 contra R$ 494,04 deste última pesquisa.

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O levantamento é realizado com itens considerados de primeira necessidade e é dividida em itens de alimentação, carnes e aves, padaria, refrigerantes, frutas e verduras, higiene pessoal, limpeza doméstica e ainda cuidados e higiene infantil. Os preços são coletados, presencialmente.

Como identificar e denunciar preços abusivos

Antes de ir às compras, é importante pesquisar preços. Se o preço estiver mais elevado do que os demais, é um sinal de alerta e pode ser considerado abusivo. O Procon Fortaleza recomenda que, ao encontrar tais preços, o cliente ligue para o número 151, das 8h às 17 horas, e informe detalhes sobre o ocorrido. As denúncias também podem ser feitas via plataforma digital do órgão, pelo aplicativo “Procon Fortaleza”, pelo portal da Prefeitura de Fortaleza e na sede do órgão, na Rua Major Facundo, 869, bairro Centro.