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"Lógica econômica se impõe para Petrobras sair de alguns Estados", afirma diretor da estatal

"Estamos em diálogo com os governos estaduais. Quando for o momento certo, vamos apresentar o comprador do ativo aos governos", afirmou Roberto Ardenghy.
12:23 | Set. 14, 2020
Autor Agência Estado
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Tipo Notícia
À frente das negociações com governos estaduais e parlamentares para tratar da venda de ativos da Petrobras, o diretor de Relações Institucionais da estatal, Roberto Ardenghy, disse ao Estadão/Broadcast que, ao decidir se desfazer de unidades nas regiões Norte, Nordeste e Sul do País, a empresa está seguindo a lógica econômica dos concorrentes. Em resposta, governadores das três regiões se reuniram na campanha 'Petrobras, fica!', liderada pelo Senado.
 
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:
 
A Petrobras está conversando com os senadores envolvidos na campanha "Petrobras, fica!"?
 
A gente mantém diálogo constante com deputados e senadores. A Covid-19 atrapalhou um pouco a agenda das comissões. Mas já indicamos nossa vontade de, a qualquer momento, sentar para conversar.
 
O movimento parlamentar e de governos estaduais pode alterar a agenda de desinvestimentos?
 
Achamos que não. A lógica econômica se impõe e mostra que esse movimento da Petrobras é positivo para nós e para as economias regionais.
 
Como está a discussão com os Estados sobre as dívidas de ativos postos à venda?
 
Estamos em diálogo com os governos estaduais. Quando for o momento certo, vamos apresentar o comprador do ativo aos governos. No Rio Grande do Norte, por exemplo, temos um grupo de trabalho. E estamos vendo como vai ser feita essa transferência para que aconteça com o menor impacto possível.
 
É possível que, em algum momento, a Petrobras volte a ter posição de destaque no Nordeste?
 
Se a gente conseguir confirmar as expectativas nas bacias do Potiguar, Ceará-Maranhão, na margem equatorial, onde a Petrobras faz trabalhos geológicos, a gente vai voltar. Não temos nenhum problema. No Brasil, 94% das bacias ainda têm que ser avaliadas para a ocorrência de petróleo. Então, há uma grande oportunidade.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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