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Economia
NOTÍCIA

Preço da cerveja vai aumentar 5% em setembro, aponta relatório de banco suíço

Principal fator é alta do dólar, além do aumento da demanda ocasionado pelo pandemia. Heineken foi a primeira anunciar o aumento

22:33 | 10/09/2020
O aumento deve equilibrar a demanda por latinhas de alumínio ante garrafas retornáveis e a alta dolarização da produção (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
O aumento deve equilibrar a demanda por latinhas de alumínio ante garrafas retornáveis e a alta dolarização da produção (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Seguindo a Heineken, o preço das cervejas das marcas Ambev e Petrópolis deve subir 5% neste mês de setembro, aponta relatório do Credit Suisse, banco suíço de investimentos e provedor de serviços financeiros, divulgado nessa terça-feira, 8. Um dos principais fatores é alta do dólar. O aumento deve equilibrar a demanda por latinhas de alumínio ante garrafas retornáveis e a alta dolarização da produção, apesar do retorno gradual das atividades econômicas como bares e restaurantes no País, segundo destaca a analista Marcella Recchia. As informações são do portal O Globo.

Outro ponto é que, com a quarentena e a urgência do isolamento social a fim de evitar o contágio da Covid-19, ocorreu uma grande procura no consumo de bebidas em casa. Isso acarretou uma demanda por latas de alumínio superior à produção da matéria-prima. Apesar do retorno do comércio, o volume de garrafas de vidro retornáveis ainda segue em baixa nos estoques, destaca a analista.

A Ambev deve aderir o aumento apenas nos produtos enlatados. A empresa registrou tendência de alta nos volumes de cerveja nos meses de julho e agosto, “beneficiando-se do ambiente competitivo mais favorável”. O aumento do valor do dólar comercial também é um dos principais fatores que reflete nos custos de produção em virtude à dolarização de parte dos produtos. O reajuste de 5% está longe de compensar o impacto dos custos mais elevados. A estimativa do Credit é de que a alta neste mês equilibre o mercado até o final de 2020.

A Heineken foi a primeira a anunciar reajuste nos preços para tentar compensar a alta do dólar, apesar do bom desempenho de vendas em julho e agosto. A Petrópolis ainda apresenta um cenário incerto, embora melhoria financeira com corte de 10% na força de trabalho e conclusão das obras da usina de Uberaba (MG).