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Economia
NOTÍCIA

Intenção de consumo das famílias tem leve aumento, mas continua em queda

Os números segue em queda, mas tem passado por leves melhoras

13:58 | 26/08/2020
Comércio se adapta a novas demandas provocadas pela pandemia de coronavírus (Foto: Divulgação)
Comércio se adapta a novas demandas provocadas pela pandemia de coronavírus (Foto: Divulgação)

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), segue em retração consecutiva em agosto de -0,2%, permanecendo com a pontuação estável no comparativo mensal de 66,2 pontos. O índice foi divulgado nesta quarta-feira, 26, e é o pior índice para um mês de agosto desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.

No geral, o mês teve um recuo de 27,6% em comparação com o mesmo mês de 2019. O indicador está abaixo do nível de satisfação, que é de 100 pontos, desde abril de 2015. Também em queda, o índice de Emprego Atual recuou 0,5%, o quinto resultado negativo seguido, mas com uma pequena alta, com 85,1 pontos. Outro ponto analisado na pesquisa, a Renda Atual, seguiu a tendencia e registrou retração de 3,4%, também a quinta consecutiva, chegando a 76,8 pontos – o menor nível da série histórica.

A Intenção de Consumo é um indicador tenta medir a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, como a capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. A pesquisa é composta por sete itens. Quatro deles – Emprego Atual, Renda Atual,Compra a Prazo e Nível de Consumo Atual – comparam a percepção do consumidor em relação a igual período do ano anterior.

Os demais itens referem-se a perspectiva de melhoria profissional para os seis meses seguintes, expectativas de consumo para os três meses seguintes e avaliação do momento atual quanto à aquisição de bens duráveis. Ao todo, 18 mil questionários são aplicados por mês.

" As famílias continuaram se revelando conscientes da importância da sua renda e, assim, cautelosas
com o seu consumo. Contudo, a variação foi a menos intensa deste período de retração", aponta a pesquisa. A economista responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva, analisa que a pandemia continua afetando a renda familiar, mesmo que alguns índices, como a perspectiva profissional e de consumo tenham tido aumentos, que apontem para uma recuperação gradual. Ela ressalta que foi demonstrado percepções menos negativas em relação ao mercado de trabalho de trabalho este mês.

O Nível de Consumo Atual apresentou mesmo comportamento. Chegou à quinta queda mensal consecutiva (-0,5%); porém, a menos intensa no período. O item caiu a 49,2 pontos, o menor nível desde novembro de 2016.

Já o indicador Momento para Duráveis, que avalia o que os consumidores pensam sobre a aquisição de bens como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis, cresceu 2,1%, após acumular quatro quedas seguidas. O item, no entanto, foi o que obteve a maior queda anual (-36,1%) entre os itens pesquisados e fechou o mês com 40 pontos, sendo o menor subíndice da pesquisa.

Cautela ainda é foco, mas melhorias já podem ser avistadas

Entre os resultados positivos da pesquisa, os indicadores que medem as expectativas das famílias para os próximos meses começão a melhorar. Após três quedas seguidas, a Perspectiva Profissional apresentou um crescimento de +4,6%, chegando a 70,8 pontos.

A Perspectiva de Consumo registrou também variação positiva de +1,5%, após quatro meses de retração, e alcançou 60,9 pontos. "O momento atual permanece incerto e exige cautela das famílias; contudo, já demonstra desaceleração em sua queda. Tanto que as expectativas para os próximos meses foram
positivas em agosto, com a Perspectiva de Consumir tendo o primeiro crescimento após
quatro meses", ressalta o estudo.