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Ceará: vendas no varejo crescem 8,3% e indústria fica estável em maio

De acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 8, a produção industrial ficou estável com recuo de apenas 0,8% na comparação com abril. Ante igual mês do ano anterior, principalmente por causa da pandemia, o setor industrial cearense recuou 50,8% em maio de 2020

Samuel Pimentel
17:44 | 08/07/2020
Entre os setores do varejo, apenas a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5%) tiveram variações positivas. (Foto: DEÍSA GARCÊZ/Especial para O POVO)
Entre os setores do varejo, apenas a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5%) tiveram variações positivas. (Foto: DEÍSA GARCÊZ/Especial para O POVO)

O índice de vendas no varejo cearense cresceu 8,3% em maio, no Ceará, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 8. De acordo com dados, em igual período a produção industrial ficou praticamente estável, com recuo de apenas 0,8%. Os resultados são referentes à comparação com abril. O mês de maio foi o segundo completo com o decreto de isolamento social no Estado e parte do período com lockdown em Fortaleza.

No comércio varejista, o resultado positivo veio após a queda recorde de 21,2% em abril. Essa alta foi também a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000. Mas, quando se olha maio de 2019, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista teve queda de 30,4%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas cresceu 8,4% em relação a abril. Entre os setores do varejo, apenas a atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5%) tiveram variações positivas.

Ainda de acordo com os dados do IBGE, pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, na comparação com igual mês do ano anterior, principalmente por causa da pandemia, o setor industrial cearense recuou 50,8% em maio de 2020. Neste período, o Ceará ainda registrou a maior diminuição do ritmo de produção industrial (-50,8%). Depois vem o estado do Amazonas (-47,3%).

As principais influências negativas no Estado vieram das atividades confecção de artigos do vestuário e acessórios (-96,1%), preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-94,1%) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-92,9%).

Quando se analisa a atividade industrial no acumulado do ano, comparando ao igual período de 2019, houve redução em 13 dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Ceará (-21,8%), o Amazonas (-20,7%) e o Espírito Santo (-18,5%).

Brasil

Na passagem de abril para maio de 2020, na série com ajuste sazonal, houve resultados positivos para o comércio em todos os estados do País. Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com maio de 2019, o recuo de 14,9%, foi acompanhado de todas as 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (-38,7%), Ceará (-31,3%) e Piauí (-31,0%).

Na indústria, em maio de 2020, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram taxas positivas na comparação com abril, na série com ajuste sazonal. Os maiores avanços foram no Paraná (24,1%), em Pernambuco (20,5%) e no Amazonas (17,3%). Na região Nordeste (12,7%) também houve crescimento acima da média nacional (7%). O Espírito Santo (-7,8%) apontou o recuo mais elevado. As demais taxas negativas ficaram por conta do Ceará (-0,8%) e do Pará (-0,8%).

Safra no Ceará

O resultado de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA destaca que a produção esperada de cereais, leguminosas e oleaginosas em junho é de 915.164 toneladas. Isso representa crescimento de 62,09%, em relação à safra de grãos efetivamente obtida em 2019 (564.615 t).

O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, composto por 14 produtos, sete produtos apresentaram variação na expectativa de produção, comparando-se ao mês anterior, sendo cinco com variações positivas (arroz de sequeiro, fava, feijão de arranca 1ª safra, feijão-de-corda 2ª safra e amendoim) e duas variações negativas (feijão-de-corda 1ª safra e milho grão de sequeiro).

Entre as frutas secas a produção esperada é de 975.728 toneladas, crescendo 11,24%, em relação ao primeiro prognóstico efetuado em janeiro/2020 (877.162 t) e, comparando-se à safra de frutas efetivamente obtida em 2019 (928.582 t), houve aumento de 5,08%.

Já entre os frutos secos, a expectativa de produção de castanha-de-caju (total) para 2020 passou para 95.491 toneladas, sendo 35,30% maior que a previsão realizada em janeiro de 2020 (70.576 t) e de 8,93%, comparando-se à safra obtida em 2019 (87.660 t).