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Fortaleza tem queda nos preços pelo terceiro mês seguido

Em junho, capital cearense registrou deflação de 0,17%, segundo o IBGE. Este é o menor resultado para o mês desde 2017, quando a taxa foi de -0,13%. Em 2020, o IPCA-15 acumula alta de 1,41% em Fortaleza

13:33 | 25/06/2020
A queda de 1,22% nos Transportes, na RMF, foi influenciada principalmente pela variação da gasolina (Foto: AURELIO ALVES)
A queda de 1,22% nos Transportes, na RMF, foi influenciada principalmente pela variação da gasolina (Foto: AURELIO ALVES)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou -0,17% em junho, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após ter registrado -0,23% em maio. Este é o menor resultado para um mês de junho desde 2017, quando a taxa foi de -0,13%. O IPCA-E, que é a taxa acumulada no trimestre, ficou em -0,38%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,41% e, em 12 meses, de 2,55%, abaixo dos 3% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2019, a taxa foi de 0,28%.  Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis apresentaram deflação em maio. Os Transportes registraram a menor variação (-1,22%) e o maior impacto negativo no índice do mês, com -0,22 ponto percentual (p.p.). No lado das altas, o grupo Alimentação e bebidas com variação de 0,30%, com impacto de 0,07 p.p. A maior variação no índice do mês ficou com o grupo de Artigos de residência (1,61%), contribuindo com impacto de 0,06 p.p. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,58% em Vestuário e a alta de 0,92% em Comunicação.

O que influenciou  a queda dos preços em Fortaleza

A queda de 1,22% nos Transportes, na RMF, foi influenciada principalmente pela variação da gasolina (-3,28%), que apresentou o maior impacto individual negativo neste grupo no IPCA-15 de junho (-0,16 p.p.). No grupo Habitação (-0,29%), a maior contribuição negativa (-0,05 p.p.) veio da energia elétrica (-1,05%).

Vale lembrar que, no dia 26 de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que irá manter a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, até o final
deste ano. As áreas variaram entre os -2,30% de Porto Alegre e os 0,32% de Salvador.

Alimentação e bebidas (0,30%) foi o grupo com o maior impacto positivo no IPCA-15 de junho. Esta alta foi influenciada principalmente pelo comportamento das frutas, que subiram 2,98% em junho. A manga registrou alta de 21,3%. Outros itens de destaque foram as cereais, leguminosas e oleaginosas (1,77%), o arroz (1,77%). Por outro lado, os preços do tomate (-11,70%), da cenoura(-12,58%) e dos panificados(-0,95%) acentuaram a queda.