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Economia
NOTÍCIA

Conheça os cinco erros mais comuns de quem vende pela internet

Gerente de marketing da Olist, Marcelo Ribeiro, explica os principais erros que devem ser evitados na plataforma virtual

Victor Hugo Pinheiro
16:02 | 30/04/2020
Startup lista os erros cometidos por quem vende pela internet
Startup lista os erros cometidos por quem vende pela internet (Foto: JÚLIO CAESAR)

Com o fechamento temporário dos estabelecimentos, em decorrência da pandemia de coronavírus (Covid-19), as compras pela internet têm sido a principal solução para amenizar os impactos da crise econômica. Segundo o UPS Pulse of the Online Shopper 2019, estudo realizado pela PwC - multinacional norte-americana de logística - 95% dos consumidores que fazem compras online utilizam um marketplace e cerca de 44% pretendem continuar comprando pela plataforma nos próximos meses.

Apesar do cenário promissor para o comércio virtual, é preciso evitar alguns erros que possam comprometer a imagem da empresa perante aos clientes. Como enfatiza Marcelo Ribeiro, gerente de marketing da Olist, startup que ajuda varejistas a aumentarem suas vendas ao gerar liquidez de estoque. "Antes de mais nada, é preciso se planejar! Não é apenas colocar os produtos na internet. É preciso estipular um tempo de adaptação no mercado, conhecer muito bem o seu setor e manter-se atualizado para que seu produto tenha um grande diferencial competitivo".

Veja os erros mais comuns citados pelo executivo Marcelo Ribeiro

1. Cadastro incorreto de produtos. Informações superficiais, imprecisas ou incorretas em anúncios de itens têm baixa taxa de conversão para o lojista, além de poder resultar em situações judiciais caso o consumidor se sinta enganado. Por isso, é importante ter atenção, dedicação e, principalmente, criatividade na hora de realizar os cadastros, buscando informações detalhadas e precisas. Isso vale para tudo: tanto para a produção de títulos e categorizações como imagens, descrições do produto, entre outros.

2. Preços pouco competitivos. Preço é um dos principais fatores de decisão quando se fala em compras, principalmente pela internet. A possibilidade de comparação dos valores é muito rápida e dificilmente o lojista conseguirá um bom desempenho caso cobre muito acima da média de mercado. Entretanto, Marcelo Ribeiro, alerta que nem sempre é possível baixar tanto a margem de lucro de todos os produtos. "O indicado é sempre acompanhar a concorrência e testar estratégias mais agressivas para itens estratégicos, aproveitando datas especiais como oportunidade para aumentar as vendas", explica.

3. Baixa ou má reputação. Reputação ruim pode ser fatal para qualquer empreendimento, principalmente em relação aos marketplaces. Além de causar desconfiança nos consumidores, isso faz com que a loja seja má posicionada nas ferramentas de busca, diminuindo a visibilidade e a conversão. Segundo a pesquisa Local Consumer Review Survey 2017, 57% do público compra apenas de empresas com quatro ou mais estrelas. "Ter operação ágil e eficiente, prestar bom atendimento, responder à queixas em sites de reclamação e incentivar avaliações são ações que podem ajudar a reverter esse quadro ou não se deixar cair nele", conta Marcelo

4. Portfólios restritos. Muitos comerciantes não cadastram o catálogo completo de suas lojas nos marketplaces, causando mau desempenho nas vendas. Quanto mais produtos disponibilizados, mais fontes de faturamento o empreendimento tende a ter. Outros fatores também influenciam, mas ter um portfólio variado aumenta as chances de sucesso, uma vez que o consumidor poderá encontrar no seu catálogo tudo o que precisa. Segundo o diretor de marketplaces do Olist, é muito importante notar que para obter sucesso no varejo online é preciso trabalhar com produtos competitivos e com alta demanda, acompanhando tendências de mercado e incluindo mercadorias com grande potencial de vendas.

5. Depender de um único canal de venda. Essa pode ser uma estratégia muito arriscada, já que problemas no canal podem impactar diretamente no faturamento da loja. Outro impasse é que essa dependência limita o varejista a um público restrito e, assim, diversificar esses canais é extremamente importante e estratégico para alcançar maior número de clientes, tornando a marca mais conhecida no mercado.