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Economia
NOTÍCIA

Homem que decide economia é um só e se chama Paulo Guedes, diz Bolsonaro

Na manhã desta segunda-feira, o presidente recebeu ministros para café da manhã

12:47 | 27/04/2020
Brasilia, 12 de janeiro de 2019, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (E) ouve seu ministro da Economia Paulo Guedes durante uma cerimônia de sanção de uma lei que oferecerá taxas bancárias mais baixas para pessoas que não têm dívidas, no Palácio do Planalto em Brasília. - A economia brasileira desacelerou no primeiro ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com dados oficiais divulgados em 4 de março de 2020, notícias decepcionantes para os mercados que apostaram no líder de extrema direita para planejar uma decolagem econômica. (Foto de EVARISTO SA / AFP)
Brasilia, 12 de janeiro de 2019, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (E) ouve seu ministro da Economia Paulo Guedes durante uma cerimônia de sanção de uma lei que oferecerá taxas bancárias mais baixas para pessoas que não têm dívidas, no Palácio do Planalto em Brasília. - A economia brasileira desacelerou no primeiro ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro, de acordo com dados oficiais divulgados em 4 de março de 2020, notícias decepcionantes para os mercados que apostaram no líder de extrema direita para planejar uma decolagem econômica. (Foto de EVARISTO SA / AFP) (Foto: EVARISTO SA / AFP)
O presidente da Republica, Jair Bolsonaro (sem partido), acenou para o ministro Paulo Guedes na manhã desta segunda-feira, 27, e afirmou que o economista é o único homem que decide sobre a economia do País no governo de Bolsonaro. A declaração, feita ao lado de Guedes, ocorreu depois de crescer no mercado financeiro e no governo rumores sobre a permanência ou não do chefe da Economia na equipe.
As especulações de que Guedes seria agora "a bola da vez" aumentaram nos últimos dias após a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça.
"O homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir", disse Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Na manhã desta segunda-feira, o presidente recebeu ministros para café da manhã. O encontro não estava previsto na agenda.
Em resposta, Guedes agradeceu diversas vezes a confiança que Bolsonaro põe em seu trabalho e no programa apresentado para a economia. O ministro afirmou que o Brasil seguirá a mesma política econômica, com reformas estruturantes e investimentos bilionários nas áreas de saneamento, infraestrutura, óleo e gás e setor elétrico.
"O presidente deixou muito claro desde o início que nós íamos preservar vidas e preservar empregos, estamos desde o início dessa crise do coronavírus, nós estamos justamente lançando uma camada de proteção para os mais frágeis e mais vulneráveis. Nós fizemos um ajuste da nossa política, passamos de reformas estruturantes para medidas emergenciais", disse Guedes.
O ministro afirmou que o Executivo e o presidente já está olhando para o futuro e pediu para que ministros preparassem estudos para a retomada.
Segundo ele, os documentos foram coletados pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto. "Ele é o coordenador das ações. Ele coordena as ações e integra as ações dos diversos ministérios", disse.
A ausência de Guedes no lançamento do programa Pró-Brasil, coordenado pela Casa Civil, repercutiu negativamente.
Ao lado de Bolsonaro, o ministro se mostrou confiante e disse que o País voltará para a curva de retomada da economia que estava antes da crise causada pelo novo coronavírus. "Queremos reafirmar justamente a todos que acreditam na política econômica, que ela segue, é a mesma política econômica, nós vamos prosseguir com as nossas reformas estruturantes vamos trazer bilhões em investimento em saneamento e infraestrutura", afirmou.

Congresso

O presidente Jair Bolsonaro moderou o tom de suas falas sobre o Congresso Nacional e afirmou que o parlamento "é bastante sensível e simpático às casas voltadas para a economia". Nas últimas semanas, diversas declarações de Bolsonaro, em especial a participação em ato a favor da ditadura e do AI-5 (dia 19/4), desgastaram a relação com parlamentares.
Durante entrevista na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro citou as reformas estruturais e medidas fiscais que tramitam na Casa.
"Há uma preocupação muito grande nossa de total responsabilidade com os gastos públicos. Temos algumas reformas pela frente, que brevemente estarão sendo discutidas e votadas. Temos o problema do coronavírus ainda, mas o Ministério da Economia continua alerta e trabalhando para que o Brasil realmente vença este obstáculo agora e volte para o caminho da prosperidade", disse o presidente.