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Setor produtivo cearense critica falta de plano para retomada gradual de atividades no Estado

Após Camilo postergar o isolamento social por mais 15 dias, empresários divulgaram manifesto cobrando medidas efetivas para auxiliar negócios

09:48 | 20/04/2020
CENTRO DE Fortaleza nesta segunda-feira, 23: lojas fechadas e pouca circulação de pessoas
CENTRO DE Fortaleza nesta segunda-feira, 23: lojas fechadas e pouca circulação de pessoas (Foto: AURéLIO ALVES)

Após o governador Camilo Santana decretar neste domingo, 19, a prorrogação do isolamento social no Ceará por mais 15 dias, o setor produtivo cearense, representado por empresários de atividades como varejo, indústria e agropecuária, divulgou um manifesto criticando o fato de o Governo Estadual ainda não ter apresentado um plano para a retomada gradual da atividade econômica no Estado.  

"É inconcebível que transcorrido um mês do início do isolamento e já tendo sido anunciado a sua prorrogação até o dia 5 de maio, o setor produtivo ainda não tenha recebido nenhuma proposta clara, nenhum plano específico ou cronograma, sobre nossos principais pleitos para a reabertura dos negócios e a retomada das atividades produtivas, seguindo todas as orientação da OMS", afirma o documento.

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O que esperar dos negócios pós-pandemia

Conforme as entidades que assinaram o documento, responsáveis por mais de um milhão de postos formais no Ceará e 76,31% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, há uma preocupação diante do "desafio de manter empregos e salários de seus colaboradores" em meio à crise pandêmica do coronavírus. Os empresários também destacam que o Governo do Estado insiste em um "pseudo conflito de interesses entre a saúde pública e a economia", o que gera, segundo eles, medidas que paralisam a atividade produtiva.

Por fim, as entidades solicitam a criação de uma comissão composta por membros dos Governo e do setor produtivo para flexibilizar o retorno gradual das atividades empresariais, dentro de padrões estabelecidos pela mesma, a fim de "encontrar um caminho que preserve o equilíbrio econômico e social" no combate ao coronavírus. "Seguimos abertos ao diálogo e com a certeza que o enfrentamento da pandemia não é só uma
questão de saúde pública, mas também econômica e social", finalizam.