PUBLICIDADE
Economia
Noticia

Mesmo com crise pandêmica, Porto de Fortaleza registra alta de 20,6% na movimentação de cargas

Equipamento fechou o primeiro trimestre deste ano com 1,26 milhão de toneladas movimentadas

12:38 | 31/03/2020
FORTALEZA, CEARÃ., BRASIL, 30-10-2018: Imagens aéreas de diferentes datas do Porto do Mucuripe.Tráfico de drogas pelos portos, complexo portuário do Pecém e Mucuripe. (Foto: Fábio Lima/ O POVO)
FORTALEZA, CEARÃ., BRASIL, 30-10-2018: Imagens aéreas de diferentes datas do Porto do Mucuripe.Tráfico de drogas pelos portos, complexo portuário do Pecém e Mucuripe. (Foto: Fábio Lima/ O POVO) (Foto: FABIO LIMA)

Em meio à crise pandêmica do novo coronavírus (Covid-19), que paralisou boa parte da atividade econômica no Ceará, o Porto de Fortaleza segue em plena atividade e fechou o primeiro trimestre deste ano com 1,26 milhão de toneladas movimentadas, entre granéis sólidos (cereais e não cereais), granéis líquidos e cargas gerais. Segundo a Companhia Docas do Ceará (CDC), administradora do equipamento, tal fluxo de mercadorias é 20,6% ao número registrado em igual período do ano passado, de 1,05 milhão.

Somente em março, quando a pandemia do Covid-19 chegou oficialmente ao Ceará, o Porto de Fortaleza movimentou 440 mil toneladas de mercadorias, um avanço de 34% ante o mês de fevereiro, que registrou um fluxo de 328,3 mil toneladas. No total, 2.138 contêineres cheios e vazios passaram pelo Mucuripe neste mês, por meio de 25 navios que foram programados para o período.

De acordo com a CDC, medidas têm sido tomadas para garantir que a movimentação de cargas siga o fluxo normal no Porto de Fortaleza, que é o responsável por toda a importação de trigo e combustível no Ceará. "No caso da operação, não está sendo permitido o desembarque e nem embarque dos tripulantes dos navios, ficando a atividade em terra pelos amarradores, no máximo de 12 profissionais por atracação ou desatracação e por escala de trabalho", informa a diretoria da companhia.

Na área administrativa, segundo a CDC, foi adotado o trabalho remoto para algumas funções, quarentena para os grupos de risco e mudança na carga horária, que passou a ser de 7 às 13 horas. "O objetivo é que, além de proteger os seus colaboradores, clientes e parceiros, o Porto de Fortaleza siga com a sua plena operação. Cabe também ressaltar que é por meio dos navios, que possuem grande capacidade de volume, que os portos podem ser considerados indutores do crescimento econômico", acrescenta a companhia.