PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Ceará tem a 5ª maior taxa de informalidade do Brasil

A informalidade foi ainda maior no Pará (62,4%), Maranhão (60,5%), Piauí (59,5%) e Amazonas (57,6%)

Lucas Braga
19:53 | 14/02/2020
EMPRESAS de entrega por aplicativos consideram motociclistas profissionais autônomos
EMPRESAS de entrega por aplicativos consideram motociclistas profissionais autônomos (Foto: TATIANA FORTES)

O percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no Ceará foi de 54,9%, em 2019. Com o resultado, o Estado é o quinto colocado no País e o terceiro no Nordeste em informalidade. No último trimestre do ano, o percentual foi ainda maior: 58%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 14, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A informalidade foi ainda maior no Pará (62,4%), Maranhão (60,5%), Piauí (59,5%) e Amazonas (57,6%).

Já os menores percentuais de informalidade estão em Santa Catarina (27,3%) e Distrito Federal (29,6%).

A taxa média anual de informalidade em 2019 para o Brasil ficou em 41,1% da população ocupada (38,4 milhões de pessoas). Para o cálculo, o IBGE considera empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.

Previdência e busca por emprego

Em 2019, a taxa média anual de contribuição previdenciária de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no Brasil foi de 62,9%. No Ceará, essa taxa era de 46,09%. A maior taxa média anual foi registrada em Santa Catarina (81,2%) e a menor no Pará (38,2%).

Em relação ao tempo de procura, no Brasil, 44,8% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 25,0%, há dois anos ou mais, 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 16,0%, há menos de um mês. No Brasil, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há 2 anos ou mais.

O percentual da população ocupada do Ceará trabalhando por conta própria era de 29%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (37,3%), Pará (35,9%) e Amazonas (32,6%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,4%), Santa Catarina (22,5%) e São Paulo (21,4%). No Ceará, entre os que trabalham por conta própria apenas 9,6% tinham CNPJ, a terceira menor proporção entre os estados do Nordeste.

Outros destaques da Pnad Contínua

- O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 74% do total de empregados no setor privado do País.

- O percentual da população ocupada do País trabalhando por conta própria era de 26%.

- A taxa média anual de informalidade em 2019 para o Brasil ficou em 41,1% da população ocupada.