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Economia
NOTÍCIA

PNAD Contínua indica crescimento de empreendedorismo feminino em Fortaleza; ocupação cresceu 2,9% no CE

Em um mesmo período, as mulheres registraram variação positiva de 30% em número de empregadoras com CNPJ, ante 1% dos homens

Izadora Paula
11:39 | 18/12/2019
No Brasil, há o predomínio de mulheres registradas no CNPJ como empregador ou conta própria
No Brasil, há o predomínio de mulheres registradas no CNPJ como empregador ou conta própria (Foto: Fabio Lima)

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o número de mulheres ocupadas como empregadoras em Fortaleza no ano de 2018, com registro do empreendimento no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), teve variação positiva de 30% em comparação com 2017. No mesmo período, o mesmo recorte com público masculino aponta crescimento de apenas 1%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira.

Acompanhando o movimento de formalização, o número de mulheres empregadoras sem registro no CNPJ caiu 28%; os homens sem registro diminuíram 25%. Ambas as porcentagens comparam os dados de 2018 com os de 2017.

O empreendedorismo feminino na Capital também foi destaque quando observados os dados referentes a mulheres ocupadas por conta própria com registro no CNPJ: a variação positiva foi de 17%, enquanto os homens tiveram uma variação negativa de 8%. Quando comparamos os mesmos dados para pessoas que não têm registro no CNPJ, as mulher tem variação de 8% enquanto os homens variam negativamente em 5%.

A pesquisa indica que aumentou o percentual de pessoas cearense ocupadas que trabalham no turno diurno no trabalho principal - de 93% no ano passado, passou a 93,2%. Também cresceu o número de pessoas que trabalham em fazendas, sítios, granjas, chácaras e etc, passando de 13,2% para 13,9%. Este último dado exclui os empregados no setor público e trabalhadores domésticos no trabalho principal.

No geral, o número de pessoas ocupadas no Ceará em 2018 variou positivamente em 2,9%, em comparação com 2017. Na comparação com 2012, a variação foi de 6,6%. No Brasil, a variação em comparação com 2017 foi de 1,4% e de 3,5% se comparado com 2012.

Entretanto, a retrospectiva apontou que há uma tendência de queda do emprego com carteira de trabalho assinada no setor privado a partir de 2015, quando o índice era de 38,7% total da ocupação. As quedas sucessivas trouxeram, em 2018, o percentual de 35,6%, o menor índice desde 2012.

Nível nacional

No Brasil, há o predomínio de mulheres registradas no CNPJ como empregador ou conta própria. Entre as mulheres ocupadas como empregador, 84,3% possuíam tal registro, enquanto entre os homens essa proporção era 77,2%. No que diz respeito às mulheres ocupadas como conta própria, 20,6% eram registradas, ao passo que entre os homens essa proporção era 18,8%. Entre homens e mulheres, há um maior número de pessoas como empregador do que por conta própria.

Em dois setores, a despeito do crescimento de pessoas ocupadas, destacaram-se as variações negativas em relação ao ano passado. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura diminuiu 1%, com perda de 90 mil pessoas ocupadas. Construção perde 4%, o que corresponde a redução de 277 mil pessoas.

Apesar das variações positivas no Ceará, a ocupação exercida em fazendas, sítios, granjas, chácaras e etc decresceu no cenário nacional. Em 2012, cerca de 9,6 milhões de pessoas a realizavam, passando para 8 milhões em 2018. Essa redução foi originada, principalmente, na região Nordeste, que apresentou um decréscimo de 1,3 milhões de pessoas.

A recuperação da população ocupada em 2018, que foi de 3,5% em relação a 2012, não foi acompanhada de expansão da população sindicalizada. Pelo contrário, o percentual de 2018 foi o menor desde o início da pesquisa, chegando a 12,5%. Em comparação com 2017, os índices atuais também representam a maior redução de toda a série: 11,9%.

Sobre a pesquisa

A Pnad Contínua contém características adicionais do mercado de trabalho entre os anos de 2012 e 2018, apresentando informações sobre sindicalização por categoria de trabalho e agrupamentos de atividades por grandes regiões, sexo e grau de instrução, além de dados sobre cooperativismo, cobertura de CNPJ e local de trabalho.