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Fortaleza passa a ter peso maior na composição da inflação em 2020

Por conta das mudanças constatadas nos percentuais de população residente urbana na Pesquisa de Orçamento Familiares (POF) 2017-2018, divulgada pelo IBGE na semana anterior, a participação de Fortaleza no IPCA foi ampliada de 2,91% para 3,22%.

Irna Cavalcante
16:09 | 11/10/2019
A CAPITAL terá peso maior na inflação, mas caiu uma posição no ranking de aumento percentual na participação
A CAPITAL terá peso maior na inflação, mas caiu uma posição no ranking de aumento percentual na participação (Foto: Fco Fontenele)

A partir de 2020, Fortaleza passa a ter um peso maior na composição da base de cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País. Saindo dos atuais 2,91% para 3,22%. As mudanças foram anunciadas nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Gastos com serviços de transporte por aplicativo, streaming de música e pets também passam a fazer parte da conta.

De acordo com o IBGE, as alterações levam em conta os dados coletados na Pesquisa de Orçamento Familiares (POF) 2017-2018 que apontam para um novo desenho da população residente urbana e seus hábitos de consumo, em relação ao cenário que se tinha na pesquisa de 2008-2009.

Apesar do aumento percentual de participação, Fortaleza caiu uma posição no ranking. Até então era o 10º estado com maior peso, a partir de 2020 será 11º. Brasília assume o lugar, com a ampliação percentual de 2,80% para 4,09%.

São Paulo, além de se manter como a área de maior peso dentre as 16 que compõem o índice, ganhou participação na nova estrutura do IPCA, passando de 30,67% para 32,32%. Já Rio Branco segue como a área de menor peso (0,51%).

Para o cálculo do INPC, que abrange 16 áreas e engloba famílias cujo rendimento monetário disponível é de 1 a 5 salários mínimos, sendo a pessoa de referência assalariada em sua ocupação principal, Fortaleza passa a ter peso de 5,16%. Na POF 2008-2009 era de 5,42%.

A nova estrutura de base de cálculo terá 377 produtos e serviços, seis a menos que a atual, em vigor desde janeiro de 2012. Transporte por aplicativo, integração transporte público, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura são alguns dos 56 novos subitens que compõem a cesta. Já aparelho de DVD, assinatura de jornal e máquina fotográfica, entre outros, deixam de ser pesquisados.

O grupo Transportes vai se tornar o principal componente do IPCA, respondendo por 20,8% do indicador. É a primeira vez que este grupamento supera Alimentação e bebidas, que agora participa com aproximadamente 19% da taxa.