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Economia
NOTÍCIA

WhatsApp é a maior ferramenta de comunicação da classe C

Para 43% das pessoas a Lava Jato prejudicou a economia do país. Outros 46% indicam que a Operação comete excessos e impede que denunciados tenham direito à ampla defesa

Lucas Braga
11:01 | 05/10/2019
 93% da classe C tem algum aparelho celular, sendo o smartphone utilizado por mais da metade (69%)
93% da classe C tem algum aparelho celular, sendo o smartphone utilizado por mais da metade (69%)(Foto: Reprodução via Pinterest)

A opinião da maior parcela da população brasileira, a classe C, foi ouvida em pesquisa sobre consumo de mídia, hábitos de informação e economia nacional. O levantamento Data Check-up Brasil - Classe C, do Instituto Data Popular, apontou que o Whatsapp é a rede social utilizada por mais pessoas, com adesão de 84% do grupo, seguido do Facebook (72%) e do Instagram (52%).

A pesquisa ouviu 1.020 pessoas em 33 cidades brasileiras, entre os dias 4 e 18 de setembro. Os entrevistados disseram ter renda entre R$ 1.646,95 e R$ 4.144,67. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O estudo ainda demonstra que 93% da classe C têm algum aparelho celular, sendo o smartphone utilizado por mais da metade (69%), e o celular comum por 24%. O plano pré-pago de telefonia é predominante (62%). Pelo menos 71% possuem pacote de dados contratado para acessar a internet.

“Queremos entender o comportamento, hábitos de consumo e opiniões. Apesar de tamanha representatividade, essas pessoas ainda são pouco ouvidas e isso é fundamental para entendermos o contexto social e econômico atual”, afirma Marcio Falcão Lopes, gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Data Popular.

TV

A classe C também foi questionada sobre o hábito de assistir TV, onde 61% do grupo afirma possuir a prática em sua rotina. Jornal Nacional (8%) e as novelas da Rede Globo (7%) são os programas preferidos. O Jornal da Record figura no ranking em terceiro lugar na preferência entre os programas de televisão (3%).

Corrupção e Operação Lava Jato

É generalizada a percepção da classe C sobre corrupção entre diferentes instâncias políticas do país. Mais de 94% acredita que há corrupção no empresariado brasileiro e poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Há alta aceitação do ministro da Justiça Sergio Moro entre as mulheres. Para 44%, o magistrado é avaliado como ótimo/bom. Pessoas com renda mais alta tendem a aprová-lo ainda mais.

A pesquisa indica ainda que a Lava Jato permanece com alto prestígio entre a classe C, com 74% das pessoas defendendo sua permanência e metade delas (51%) apoiando a Operação.

Por outro lado, para 43% das pessoas a Lava Jato prejudicou a economia do país. Outros 46% indicam que a Operação comete excessos e impede que denunciados tenham direito à ampla defesa. E, para 37% das pessoas, seus juízes e promotores a utilizam como método de perseguição a adversários políticos.

Economia

Sobre possibilidade de crescimento da economia nos próximos meses, os números indicam uma população dividida, sendo o índice de otimistas ligeiramente superior ao de pessimistas - 38% contra 33%.

Entre os que viram sua renda crescer nos últimos 12 meses se encontram jovens com 16 a 24 anos e pessoas com Ensino Médio. Já aqueles acima de 45 anos e com Ensino Superior dizem ter hoje renda pior em comparação ao mesmo período de 2018.

Finanças

Três em cada quatro pessoas da classe C têm algum tipo de conta bancária. A posse e uso de cartões de débito e crédito aparecem com 63% e 43%, respectivamente.

São poucos os que possuem algum tipo de investimento financeiro. Entre aqueles que investem, a preferência é pela caderneta de poupança (15%).

> 64% da classe C cortaram despesas ou optaram por similares mais baratos de produtos, nos últimos seis meses.

> 41% citam dificuldades em pagar contas básicas de consumo, como água, luz ou telefone

> 34% das pessoas tiveram o nome negativado. 25% dos respondentes permanece com o “nome sujo”.