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Economia
NOTÍCIA

Fitch avalia que perfil de crédito do Bradesco e Itaú segue forte

22:42 | 09/09/2019
O perfil de crédito do Bradesco e do Itaú Unibanco permanece "muito forte", uma vez que ambos atravessaram "com sucesso" a mais recente crise econômica, em meio a extensivas franquias e modelos de negócios diversificados, que sustentam a resiliência dos bancos, avalia a agência de classificação de risco Fitch.
Segundo a agência, as carteiras de crédito dos bancos vêm crescendo desde 2018 e continuam apresentando qualidade de ativos estável, boa rentabilidade e alta liquidez. "No entanto, embora as métricas de adequação de capital em junho de 2019 ainda ofereçam um espaço confortável para crescer, riscos relacionados ao ambiente político nacional e a volatilidade do cenário internacional podem limitar o crescimento", destacam os diretores da Fitch, Esin Celasun e Jean Lopes, em relatório.
Em relação aos modelos de negócios, a agência aponta que os dois bancos continuaram bastante estáveis ao longo dos ciclos e sofreram apenas pequenos ajustes nos últimos cinco anos, com as carteiras de crédito de ambos passando a priorizar pessoas físicas, em vez de pequenas e médias empresas, no caso do Bradesco, e de grandes empresas, no do Itaú Unibanco.
Entre os riscos, os executivos apontam para um atraso na aprovação da reforma da previdenciária ou outras questões políticas que possam reduzir a confiança dos investidores e das empresas, assim como temas externos, como o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), uma guerra comercial e a deterioração macroeconômica da Argentina.
"Embora o ambiente operacional seja determinante para os ratings de viabilidade, a Fitch acredita que Bradesco e Itaú continuarão resilientes a desenvolvimentos adversos", destacaram.
O rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR) do Bradesco e do Itaú Unibanco está em BB, com perspectiva estável, um nível acima do rating do Brasil (BB-, com perspectiva estável). A agência destaca que uma nova elevação dos ratings dos bancos está limitada ao rating do Brasil por sua alta exposição ao soberano, principalmente por meio de títulos públicos e pela concentração da maioria de suas operações no Brasil.