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Economia
NOTÍCIA

Analistas melhoram levemente previsão para déficit primário do ano, mostra Prisma

12:18 | 15/08/2019
Analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Economia melhoraram levemente a previsão para o déficit fiscal deste ano. De acordo com o boletim Prisma Fiscal deste mês, divulgado nesta quinta-feira, 15, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Pasta, a mediana das previsões para 2019 passou de um rombo de R$ 105,918 bilhões, previsto em julho, para um déficit de R$ 103,217 bilhões. O valor está abaixo da meta de 2019, que permite um déficit de R$ 139 bilhões.
Para 2020, os analistas reduziram a projeção de resultado negativo de R$ 76,153 bilhões para R$ 70 bilhões.
Após expectativa de crescimento menor da economia neste ano, o Prisma deste mês revisou levemente para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2019, com a estimativa passando de R$ 1,559 trilhão para R$ 1,558 trilhão. Para 2020, a projeção para a arrecadação se manteve em R$ 1,673 trilhão.
A estimativa para a receita líquida do Governo Central neste ano passou de R$ 1,220 trilhão para R$ 1,224 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,304 trilhão para R$ 1,306 trilhão.
Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano passou de R$ 1,415 trilhão para R$ 1,412 trilhão. Para 2020, a estimativa passou de R$ 1,478 trilhão para R$ 1,473 trilhão.
A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2018 caiu levemente de 78,75 % do PIB para 78,50% do PIB. Para 2020, a estimativa, que estava em 80,20% do PIB, variou para 80,00% do PIB no relatório desta quinta.
Curto Prazo
O Prisma também trouxe as projeções fiscais para este mês piores do que as anteriores. A projeção para o mês de agosto é de déficit de R$ 18,693 bilhões ante previsão anterior de R$ 18,507 bilhões.
Para setembro, os analistas esperam um déficit de R$ 22,392 bilhões, ante R$ 22,916 bilhão previsto em julho. Para outubro, a projeção passou de superávit de R$ 8.828 bilhões para de R$ 9,509 bilhões.