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Economia
NOTÍCIA

Movimentação de contêiners entre portos brasileiros cresce 56% no Porto do Pecém

O crescimento desta movimentação - intitulada de cabotagem - foi puxado pelo aumento da demanda de diferentes tipos de cargas, que vão desde frutas até material de limpeza

21:45 | 11/07/2019
São mercadorias que embarcam e desembarcam, comprovando a localização estratégica do Porto do Pecém
São mercadorias que embarcam e desembarcam, comprovando a localização estratégica do Porto do Pecém(Foto: Divulgação/CIPP)

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) registrou alta de 56% na movimentação de contêineres entre portos brasileiros no primeiro semestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado.

O crescimento desta movimentação - intitulada de cabotagem - foi puxado pelo aumento da demanda de diferentes tipos de cargas, que vão desde frutas até material de limpeza. São mercadorias que embarcam e desembarcam, comprovando a localização estratégica do Porto do Pecém.

Para esse tipo de movimentação, o terminal cearense conta com dois guindastes do tipo “Ship to Shore” (STS), que permitem que a operação de contêineres seja feita de modo mais eficaz. “Os guindastes têm uma produtividade média de 65 movimentos por hora, tornando nossas operações mais rápidas e, consequentemente, tornando o Porto do Pecém mais atrativo para os clientes que buscam eficiência e qualidade nas operações”, afirma Danilo Serpa, O CEO do CIPP.

Alta nos embarques

O embarque geral de cargas através do Porto do Pecém foi destaque com 15% de aumento quando comparado aos seis primeiros meses de 2018. As principais cargas que saíram pelo Pecém foram placas de aço, pás eólicas, suco de frutas, frutas frescas, sal, cereais e farinha de trigo.

A movimentação do porto cearense no primeiro semestre do ano somou 8,7 milhões de toneladas movimentadas, um total de 2% de crescimento. Os granéis sólidos, com ênfase no minério de ferro e carvão mineral, que são matéria-prima para a siderúrgica e térmicas, mantém a posição de carga mais relevante representando 54% da movimentação total acumulada, seguidos da carga conteinerizada, com 23%, carga geral solta (20%), e granel líquido (3%).

"Esperamos finalizar este ano com um aumento de cerca de 10% na movimentação total quando comparado a 2018. Observamos o crescimento desde o início do ano e o segundo semestre não será diferente. Estamos buscando novas cargas, prospectando novas linhas de navegação e clientes. A safra de frutas começa agora em agosto, então com certeza, a meta será alcançada”, afirma Serpa.

Redação O POVO Online