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Economia
NOTÍCIA

Confira seis dicas para economizar em viagens nacionais e internacionais

O planejamento é o principal fator na hora de marcar uma viagem. Os gastos podem ser reduzidos desde a compra de passagens e hospedagem até as despesas no local, como alimentação e ingressos para atrações culturais

22:53 | 04/07/2019
No Ceará, a expectativa para movimentação nos aeroportos é 16,42% maior em relação a julho do ano passado.
No Ceará, a expectativa para movimentação nos aeroportos é 16,42% maior em relação a julho do ano passado. (Foto: Mateus Dantas / O POVO)

O mês de julho é tradicionalmente marcado por um maior número de viagens no Brasil, tanto com destinos a atrações nacionais como internacionais. A expectativa do Governo do Estado, por exemplo, é receber 449 mil turistas neste mês, número 12,6% maior que o mesmo período do ano passado.

Ao viajar, o planejamento é um dos pontos prioritários quando se fala em redução de gastos. Solon Sales, professor de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), recomenda que os viajantes analisem os lugares que vão viajar. Ele explica que alguns costumam estar bem cheios no período de alta estação e podem comprometer a experiência do turista.

O especialista ainda aconselha os passageiros na hora de arrumar as malas. As bagagens devem conter identificação externa e interna. Essa medida, segundo ele, poderia ter evitado a prisão do idoso suspeito de tráfico internacional de drogas no aeroporto de Lisboa, no último dia 15 de maio.

O POVO Online fez uma lista com seis dicas para evitar gastos desnecessários e viajar dentro do orçamento previsto. Confira:

1. Planejar nunca é demais

Passagem e hospedagem correspondem à parcela considerável do valor total de uma viagem. Com antecedência de alguns meses, é possível utilizar sites que agregam diferentes plataformas para reservar diárias em hotéis e apartamentos, assim como comparar preços em distintas companhias aéreas. O Airbnb e o Skyscanner são dois sites que podem auxiliar nesses objetivos, respectivamente.

É fundamental considerar também gastos não imediatos. Ao alugar um apartamento, o viajante não terá o café da manhã incluso, como ocorre na maioria dos hotéis. Além disso, também deve-se considerar que, ainda que uma acomodação longe do centro seja mais barata, serão necessários mais gastos com transporte.

2. Não troque economia por praticidade

Algumas cidades oferecem pacotes que permitem que o turista visite atrações culturais por um valor único ou use o transporte público de forma ilimitada por determinado período. Apesar da praticidade, é preciso calcular se eles realmente valem a pena. É necessário avaliar o que se pretende visitar na cidade, de acordo com o tempo disponível, e a forma de locomoção que será usada.

3. Faça estimativas precisas

Pesquise na Internet custos que serão imprescindíveis durante a viagem, como transporte e alimentação. É possível encontrar quanto está custando a tarifa do transporte público e, até mesmo, o cardápio de alguns restaurantes. Quando se têm uma noção geral dos preços, o turista passa a ter menos riscos de comer em regiões caras por falta de planejamento.

Em relação a atrações turísticas, avalie se compensa comprar os ingressos com antecedência. Lembre-se de considerar o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 6,38%, e que a cotação da moeda utilizada para a conversão é do dia do fechamento da fatura, já que a compra será feita em cartão internacional.

4. Invista em um seguro viagem

Com um valor que fica em torno de 3% do custo total da viagem, o seguro viagem pode evitar preocupações e despesas não planejadas, de acordo com a localidade visitada. Problemas com saúde e extravio de bagagem podem ser algumas das situações que podem gerar gastos exorbitantes sem a cobertura de um seguro.

5. No exterior, priorize o uso de dinheiro em espécie

O uso do cartão de crédito em outros países, como já citado, gera a cobrança do IOF: taxa de 6,38% sobre o valor total. Portanto, o mais adequado é usar o dinheiro em espécie, com moeda trocada oficialmente nas casas de câmbio do Brasil, onde o IOF é de apenas 1,1%.

Também é válido habilitar a função de débito internacional no banco, apesar que alguns caixas eletrônicos ao redor do mundo não aceitam o uso de cartões múltiplos (com funções de crédito e débito) e fazem o saque no crédito, com IOF mais alto.

6. Quando usar moeda estrangeira, lembre-se de converter

“Quem converte não se diverte”. Embora esta seja uma frase útil para gastos essenciais, como transporte, passeios e refeições, os viajantes devem ter atenção na hora de fazer compras. Comparar os valores é necessário para que viajantes não gastem mais do que pagariam em seu país de origem pelo mesmo produto.

Além disso, a falta de planejamento pode se converter em uma mala cheia e gastos desnecessários com excesso de bagagem. No Brasil, os itens podem sair bem mais baratos e ainda é possível utilizar o cartão de crédito para parcelar o valor total.

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