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Economia
NOTÍCIA

Lançamentos imobiliários cresceram 4,2% no primeiro trimestre

12:47 | 27/05/2019

Os lançamentos imobiliários no país tiveram aumento de 4,2% no primeiro trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, aponta levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em relação ao último trimestre de 2018, no entanto, houve queda de 62,5%. As vendas, por sua vez, cresceram 9,7% nos três primeiros meses do ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e caíram 18,9% em relação ao último trimestre de 2018.

De acordo com a entidade, os melhores indicadores do setor são verificados nos trimestres pares, o segundo e o quarto, e por isso a diferença em relação aos meses imediatamente anteriores. “Há uma tendência clara do aumento de lançamento, do aumento de vendas [nos trimestres pares]”, disse José Carlos Martins, presidente da CBIC.

A oferta final disponível, outro indicador que compõe o levantamento, registrou queda de 8,6% em relação ao primeiro trimestre de 2018, com um total de 120.422 unidades. Desse total, 29% são de imóveis prontos, 47% em construção e 24% na planta. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda no número de imóveis prontos para venda, de 32% para 29%.

“Para nós é muito importante esses 3%, significam aproximadamente 3,5 mil unidades que estavam prontas, estavam no patrimônio das empresas, na dívida delas, e é importante que os imóveis prontos vão se reduzindo”, avaliou Celso Luiz Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC.

Na análise por região, a maioria das unidades foi lançada no Sudeste, com 46,8% do total e foi responsável pela venda de 52,6%. Em seguida está o Nordeste, onde foram lançadas 26,6% do total de unidades e vendidas 23,1%. O Sul lançou 14,2% e vendeu 13,7% das unidades disponíveis. No Centro-Oeste foram lançadas 10,9% das unidades e vendidas, 7,9%. A região Norte reuniu 1,5% dos lançamentos e 2,4% das vendas.

O levantamento foi feito em 23 regiões em todas as partes do país, que representam 41% do mercado imobiliário.

Agência Brasil