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Economia
NOTÍCIA

Saiba o que ficou mais caro e mais barato na Ceasa durante a quadra chuvosa

12:15 | 17/05/2019
Legumes e verduras podem ter variação dependendo da quantidade de chuva
Legumes e verduras podem ter variação dependendo da quantidade de chuva(Foto: BANCO DE DADOS)

A quadra chuvosa é o momento mais esperado pelo setor de produção de hortifruti. A quantidade das precipitações define a variação do preço que chega aos pontos de distribuição de alimentos e aos supermercados. De janeiro a abril, o índice de chuvas nas principais regiões produtoras ficou, em média, 41,8% acima do previsto para o período, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Isso afetou diretamente o mercado consumidor.

O tomate foi o principal produto em alta nesse período. Só em 2019, o produto sofreu uma variação de 290%, indo de R$ 2,20 para R$ 6,40. O maracujá também ficou mais caro nesses quatro meses. O quilo passou de R$ 3,30, em janeiro, para até R$ 7,50, em março, alta de 227%. Em abril, houve uma redução do valor, custando atualmente, R$ 5,50. Apesar da queda, o valor ainda é muito elevado, observa o analista da Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), Odálio Girão. Ele ressalta que, além do preço, as duas mercadorias chegam aos revendedores e ao consumidor com uma qualidade menor, porque, com as chuvas, o produto apodrece mais rápido.

A batata-inglesa também foi atingida, custava R$3,35 kg e aumentou para R$ 5,00 kg, variando 149% . O melão, que se adapta bem ao calor e ao clima mais seco, teve uma safra complicada no litoral leste, influenciando no preço, que foi de R$1,50 kg para R$ 3,00 kg, 100% de aumento.

As chuvas fortes, entretanto, também foram proveitosas em regiões como Baturité, grande produtora de banana. A expectativa para os próximos meses é de aumento da safra e a diminuição nos preços do produto que hoje custa R$ 2,50 kg. Além dela, o feijão verde, que antes custava R$ 8,00 kg, atualmente pode ser encontrado por R$ 6,00 kg e o milho verde, com baixa de 28,5%, custa R$ 0,50 a unidade.

As variações são percebidas pelo consumidor diretamente no preço da cesta básica. Segundo a pesquisa do Departamento Interestadual de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nos três primeiros meses do ano houve uma elevação de 12%. Isso representa que, diante do salário mínimo líquido vigente de R$ 998,00, 48,5% são destinados à alimentação básica. Segundo a professora da Faculdade de Administração da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fabiana Nogueira, uma saída para fugir dos altos preços é pesquisar.

Ela indica que o consumidor fique atento aos dias específicos de descontos em supermercados e sempre compare entre estabelecimentos vizinhos, além de dar preferência para compras no atacado ou em lojas de atacarejo, modalidade que une atacado e varejo em um mesmo estabelecimento. Substituir itens mais caros é também uma boa opção. “Se o tomate estiver muito caro, trocar por algum outro tipo de legume e vai tentando adaptar o consumo a essas variações”, orienta.

Júlia Duarte/Especial para O POVO