PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Expectativa para o IPCA de 2019 aumenta de 4,01% para 4,04% no Focus do BC

10:45 | 06/05/2019
Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o indicador oficial de preços - em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 6, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,01% para 4,04%. Há um mês, estava em 3,90%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,9% em 2019, 3,8% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março. Já o IBGE informou, há quatro semanas, que o IPCA de março subiu 0,75%. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,58%.
No Focus desta segunda, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,96% para 3,98%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,01% e 4,00%, nesta ordem.
No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2022 no Top 5 seguiu em 3,63%, igual a quatro semanas antes.
Últimos 5 dias
A projeção mediana para o IPCA 2019 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis permaneceu em 4,04%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 93 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 3,93%.
No caso de 2020, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. A atualização no Focus foi feita por 88 instituições.
As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,9% em 2019, 3,8% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no RTI de março.
Preços administrados
O Relatório de Mercado Focus indicou manutenção na projeção para os preços administrados em 2019. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano permaneceu em alta de 5,20%. Para 2020, a mediana foi de alta de 4,25% para avanço de 4,28%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,05% para os preços administrados em 2019 e elevação de 4,35% em 2020.
As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 5,1% em 2019 e 4,7% em 2020. Estes porcentuais foram atualizados no RTI de março.
IPCA de abril
Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a alta do IPCA em abril de 2019, de 0,55% para 0,60%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,40%.
Para maio, a projeção no Focus permaneceu em 0,30% e, para junho, passou de 0,27% para 0,31%. Há um mês, os porcentuais eram de 0,33% e 0,26%, respectivamente.
No Focus desta segunda-feira, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,60% para 3,59% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,83%.
IGP-M
O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana das projeções do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de 2019 passou de alta de 5,58% para elevação de 5,81%. Há um mês, estava em 5,29%. No caso de 2020, o IGP-M projetado seguiu indicando alta de 4,00%, igual ao visto quatro semanas antes.
Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Agência Estado

TAGS