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Economia
NOTÍCIA

Marinho: mudança no impacto para 2020 leva em conta previsão com reforma em 2019

14:37 | 25/04/2019
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o aumento na previsão de economia com a reforma da Previdência se deveu às alterações feitas na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020 e na possibilidade de as mudanças serem votadas ainda neste ano, o que implica em economia já no próximo. "Mudanças são em função da possibilidade de o trânsito no Congresso Nacional se encerrar neste semestre ou inicio do próximo. Como a economia passa para 2020, temos uma inflexão positiva", afirmou.
Marinho voltou a dizer que é a primeira vez nos últimos 20 anos que os dados desagregados de uma reforma da Previdência são apresentados. Ele afirmou que esse detalhamento não foi feito no envio da reforma pelo governo do ex-presidente Michel Temer, nem em mudanças anteriores feitas em 2003, 2013 e 2015.
"Em várias ocasiões dissemos que, por ocasião da Comissão de Mérito, entregaríamos os dados desagregados, de uma forma completamente diferente do que ocorreu em anos anteriores em outros projetos", afirmou o secretário. "Queremos discussão transparente e cristalina, que a sociedade possa acompanhar."
Ele disse esperar que o governo melhore o texto, mas resguarde os pilares principais da reforma. "Não tenho dúvida de que o parlamento terá espírito público de fazer o que a nação espera", completou. "Esperamos que [ao final] seja um projeto que combata fraudes, cobre as dívidas dos grandes devedores e que quem tem mais contribua com mais, e quem tem menos, com menos", afirmou.
Marinho comentou que é função do parlamento aperfeiçoar o texto e que os parlamentares se debruçarão agora sobre o tema e receber as informações, enquanto o governo vai colocar seu ponto de vista e defender o texto na Comissão Especial.
Em um apelo pela votação ele lembrou as dificuldades que passam os governos federal, estaduais e municipais para fazer frente às demandas da população. Marinho ressaltou o "notório" sucateamento na qualidade da saúde pública e a estagnação na educação, além da perda de capacidade de investimento em infraestrura pelo Estado. "Estamos assistindo uma profusão de Estados com dificuldades de pagar salários e aposentadorias e pensões. A população mais humilde é a que mais sofre", afirmou.

Agência Estado