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Economia
NOTÍCIA

CCJ deu passo importante, mas outras iniciativas são necessárias, diz Levy

14:18 | 25/04/2019
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, elogiou a aprovação da admissibilidade, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da proposta de reforma da Previdência, mas comentou que outras iniciativas são necessárias, citando as que o governo tem feito para enxugar o escopo de atuação dos bancos públicos.
"Ontem, a CCJ deu um grande passo na reforma da Previdência, o que é muito importante, mas além da reforma da Previdência, há várias outras iniciativas que estimularão a economia. Há uma visão de uma economia mais livre, em que os negócios podem crescer mais", disse Levy, durante Congresso de Fundos de Investimento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Nesse sentido, Levy mencionou o esforço do novo governo na venda para o setor privado das participações do BNDES e da Caixa.
Levy reiterou que a reforma da Previdência será muito importante para fortalecer a confiança do mercado. "Tenho certeza que a bolsa irá ultrapassar os 100 mil pontos (Ibovespa) com o andamento da reforma", citou. O presidente do BNDES observou também que a "indústria de fundos agrega valor para as pessoas e a economia."
Momento de expectativa
O presidente do BNDES reconheceu que a economia atravessa um momento de muita expectativa. "A economia está num momento de expectativa. Empresas aguardam para tomar decisões. O número de consultas ao banco ainda é modesto", disse.
Ele observou, contudo, que a tomada de decisões deve aumentar a partir de eventos, "como o de ontem, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)", que aprovou a admissibilidade da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo.
Antes de encerrar sua apresentação na abertura do evento, Levy reiterou que o banco "está na trajetória de transformação" e que seu papel deve ser mais de parceiro do mercado nesse momento.
Levy disse ainda que o banco está sendo mais pró ativo e "fazendo atividade de fomento, visitando empresas, em vez de ficar em seu 'castelo' esperando ser procurado".

Agência Estado