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Economia
NOTÍCIA

Inflação da terceira idade sobe 1,49% no primeiro trimestre de 2019, revela FGV

11:43 | 10/04/2019
A inflação sentida pela população idosa acelerou o ritmo de alta de 0,80% no quarto trimestre de 2018 para 1,49% no primeiro trimestre de 2019, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, acumulou elevação de 5,37% em 12 meses.
Com o resultado, a variação de preços percebida pela terceira idade ficou acima da taxa de 4,88% acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que apura a inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos. No primeiro trimestre de 2019, porém, o IPC-BR foi mais elevado, aos 1,57%.
Na passagem do quarto trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019, quatro das oito classes de despesa do IPC-3i registraram taxas de variação mais elevadas. A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Habitação, cuja taxa passou de -0,89% para 1,46% no período, sob impacto da tarifa de eletricidade residencial, que saiu de uma queda de 8,12% para aumento de 3,09%.
Os demais acréscimos ocorreram nos grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,14% para 1,28%), Transportes (de -0,20% para 0,14%) e Despesas Diversas (de 0,31% para 0,69%). Houve influência dos itens plano e seguro de saúde (de 1,99% para 1,91%), gasolina (de -4,92% para -1,32%) e cartório (de 0,23% para 3,62%).
Na direção oposta, as taxas foram mais baixas em Educação, Leitura e Recreação (de 2,85% para 1,09%), Vestuário (de 1,46% para -0,32%) e Comunicação (de 0,22% para 0,17%), com destaque para os itens passagem aérea (de 30,61% para -11,18%), roupas (de 1,73% para -0,18%) e tarifa de telefone residencial (de -0,02% para -0,73%).
O grupo Alimentação repetiu a taxa de variação de 3,49% registrada na apuração anterior. Os laticínios pressionaram mais (de -6,91% para 1,56%), enquanto as hortaliças e legumes subiram menos (de 52,48% para 21,69%).

Agência Estado