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Comissão selecionará agências para elaborar campanha de comunicação da reforma

10:11 | 15/02/2019
O governo federal autorizou a criação de uma comissão interministerial para analisar propostas de agências de propaganda para a "Campanha da Nova Previdência". De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), a comissão será formada por seis membros, indicados pelos ministros da Secretaria de Governo, que comporta a Secretaria Especial de Comunicação Social, da Casa Civil e do Ministério da Economia.
A comissão vai apreciar as propostas das agências e elaborar parecer técnico para subsidiar a tomada de decisão pelo secretário especial de Comunicação Social.
O ato não traz prazos nem outros detalhes do processo de seleção das agências. Mas o governo tem pressa para definir a estratégia que será adotada para informar a população sobre a reforma.
Na quinta-feira, 14, a equipe econômica fechou com o presidente Jair Bolsonaro os termos da Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência que será levada ao Congresso na próxima semana.
Dentre os principais pontos, o texto prevê idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens após um período de até 12 anos de transição. O desenho final traz perspectiva de economia de R$ 1,1 trilhão para o governo em 10 anos.
Sobre a comunicação, o Planalto já decidiu que, diante da urgência, haverá uma política diferenciada do resto da Secretária de Comunicação. Depois de suspender contratos com agências de publicidade, a ideia do governo é criar uma agência de comunicação interna.
No entanto, conforme o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou no início do mês, a avaliação no momento é de que a reforma da Previdência não pode esperar a montagem dessa estrutura e terá prioridade no orçamento da área.
O governo entende que é fundamental que a comunicação convença a opinião pública da necessidade das mudanças para que haja efeito sobre os deputados e os senadores e, para isso, o foco na justiça social e na contribuição de todas as categorias para a reforma será essencial para construir a narrativa pró-reforma.
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