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PESCA E AQUICULTURA

Membros da FAO ministrarão curso em Brasília sobre setor pesqueiro

Para Jorge Seif, secretário nacional de Pesca e Aquicultura, além de "conduzir um novo processo de capacitação", também pretende resolver com a União Europeia, "questões que levaram ao embargo"

10:53 | 25/01/2019
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O embargo europeu ao pescado brasileiro foi pauta de reunião na última quarta-feira, 23, entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e secretarias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. O objetivo era discutir ações de capacitação do setor pesqueiro do País. Participaram do encontro integrantes das Secretarias de Pesca e Aquicultura e de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio.

Ficou acertado que consultores da FAO ministrarão um curso a ser oferecido ainda no primeiro semestre de 2019, em Brasília.

Segundo o representante da agência da ONU no Brasil, Rafael Zavala, a capacitação trará benefícios para a qualidade de vida dos consumidores, sobretudo em contextos onde o pescado é um alimento comalto índice de consumo.

“A FAO estará presente nas ações que forem necessárias para o fortalecimento de políticas públicas que gerem mais empregos e mais saúde para o Brasil e o mundo”, garantiu Zavala.

Para Jorge Seif, titular da Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura, além de “conduzir um novo processo de aprendizado e capacitação”, também pretende resolver, junto à União Europeia, “as questões que levaram ao embargo”. Segundo ele, a intenção é sinalizar que o Brasil não está poupando esforços para retomar o comércio.

O embaixador e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio, Orlando Leite Ribeiro, frisou que os problemas no setor precisam ser discutidos. “Para isso, é necessária colaboração técnica por meio de capacitação. É preciso reciclar a forma de se fazer esse comércio”, disse.

Entenda a questão

Em maio de 2018, a União Europeia suspendeu a importação de pescado brasileiro. Um mês antes, o bloco tinha rompido acordo de compra de carne de frango com 20 frigoríficos no País, 12 deles da JBS.

Em anúncio, a UE informou ao Ministério da Agricultura que estava "deslistando todos os estabelecimentos pesqueiros e navios brasileiros que ainda são elegíveis para exportar produtos de pesca” para o bloco.

O documento ainda falava sobre a temperatura das embarcações brasileiras, a qualidade da água dos barcos e a regulamentação dos locais de desembarque, além de pedir um melhor controle de metais pesados, como cádmio e estrôncio, no peixe que é exportado.

A exportação no setor, já estava suspensa para a UE pelo governo brasileiro desde dezembro de 2017. O motivo foi a sinalização do bloco quanto à fiscalização sanitária das embarcações pesqueiras do País. Segundo a UE, ela não estava em conformidade com as políticas europeias.

 

Redação O POVO Online