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Economia
consumo

Vendas no varejo caem 0,9% em julho no Ceará; acumulado do ano é insatisfatório

23:08 | 13/09/2018
(Foto: Aurélio Alves/ O POVO)
 
Pesquisa mensal do comércio varejista divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra queda nas vendas em julho no Ceará em relação ao mês anterior. Mesmo assim, no acumulado de janeiro a julho, o rendimento do comércio local foi de 3,1%. Já nos últimos doze meses até julho, 2,4%.
 
Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Assis Cavalcante, o mês de maio, por exemplo, é rentável em razão do Dia das Mães, mas ficou abaixo do esperado, com -0,2% em relação ao mês anterior, por conta da greve dos caminhoneiros. Segundo ele, 69% das pessoas que vão ao Centro de Fortaleza usam ônibus. Com a falta de combustível, analisa, tiveram medo de ir ao local. "Venda mal feita é venda perdida. O consumidor que não comprou naquele dia não compra mais não. Venda é impulso", sintetiza.
 
Ainda de acordo com Cavalcante, junho, mês dos namorados, é positivo porque são comprados, no mínimo, dois presentes por casal. Ele observa que a Copa do Mundo, entretanto, foi empecilho em junho e julho, já que o comércio fechava as portas ao meio dia.
 
O economista Alcântara Macêdo atribui o baixo índice ao momento de incertezas imposto pelas eleições deste ano. Além disso, destaca grande número de consumidores que não estão podendo comprar, já que estão negativados. Outro problema do ponto de vista do consumo, acrescenta, são as incertezas impostas pelo período eleitoral. "Temos uma interrogação muito forte que vai afrouxar a partir de 8 de outubro, aí o consumidor começa a formatar sua cabeça". Para ele, um segundo turno com candidatos à direita, ou dois à esquerda, ou dois opostos, produz três variáveis distintas. 
 
Brasil 
 
O aproveitamento do País em julho em comparação com junho, segundo agência de notícias do IBGE, foi de -0,4%. De janeiro a julho deste ano, 5,4%. Já no acumulado dos últimos doze meses até julho, a variação foi 6,5%. As atividades que mais acumularam queda no País foram: combustíveis e lubrificantes; supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis eletrodomésticos; artigos farmaceuticos, médicos e ortopédicos e de perfumaria. 
 
Redação O POVO Online