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Indústria cearense está estagnada, aponta IBGE

Os principais setores que influenciaram no resultado local são: confecção de artigos de vestuário e minerais não metálicos, que estão associados à construção civil

21:23 | 11/09/2018
A indústria cearense apresentou estagnação no acumulado de janeiro a julho deste ano, com -0,1% de rendimento. Em comparação com mesmo período de 2017, em julho deste ano o porcentual também não foi satisfatório: -0,3%. Na comparação entre junho e julho deste ano, a variação também foi negativa, de -0,2%. O número é de pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
O contexto foi positivo no acumulado dos últimos 12 meses: 1,8%. A pesquisa levantou números sobre 15 estados. O resultado do País foi de -0,2% de junho a julho deste ano, 4,0% de julho de 2017 a julho de 2018, 2,5% no acumulado do ano e 3,2% no acumulado dos últimos 12 meses.
 
Para o economista do núcleo de economia e estratégia da Federação da Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Antônio Martins, o resultado da pesquisa revela que a indústria de transformação cearense "tem dificuldade em ganhar fôlego".
 
"No inicio do ano, houve indicativo de recuperação, mas com a greve dos caminhoneiros interrompeu. Era uma recuperação lenta, mas deixou inclusive de existir a partir de maio". Outro fator mencionado pelo economista é a incerteza no ambiente político. 

Maiores responsáveis
 
Ainda segundo Martins, os principais setores que influenciaram no resultado local são: confecção de artigos de vestuário e minerais não metálicos, que estão associados à construção civil. "Como a indústria da construção também está com dificuldade, é natural essa queda", disse. Ele também chamou atenção para a queda no setor de confecção de roupas, forte no Ceará.
 
Projeções 
 
Para este ano, diz Martins, as projeções ainda estão inclinadas para o lado negativo. A expectativa para o segundo semestre é de maior consumo, mas a indústria terá leve recuperação apenas no último trimestre.   
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