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Economia
NOTÍCIA

Inadimplência dos fortalezenses recua 1,1% em agosto

Na Capital, 53,7% dos consumidores possuem alguma de dívida, com valor médio de R$ 1.595

23:36 | 24/08/2018
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[FOTO1] De acordo com dados da Federação de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), o número de consumidores inadimplentes na Capital cearense caiu 1,1%, passando de 10%, em julho, para 8,9% em agosto.
 
[SAIBAMAIS] Segundo Cláudia Brilhante, diretora institucional da Fecomércio, essa redução deve-se a entrada do abono salarial do PIS/Pasep, além do pagamento da 1ª parcela do 13º. ”O consumidor cearense está mais consciente, priorizando o pagamento das dívidas, principalmente de bancos, que possuem juros mais altos”, completa.
 
O levantamento revela que em Fortaleza 53,7% dos consumidores possuem alguma de dívida, com valor médio de R$ 1.595 e cerca de oito meses de prazo. As despesas comprometem 31,9% da renda familiar.
 
Desde de maio, quando o endividamento atingiu 71,5%, o segundo maior percentual do ano, índice vem caindo gradualmente. Em junho era 62%, em julho caiu para 56,3. O maior pico do ano foi em março, quando o percentual atingiu 71,7%.
 
Considera-se inadimplente o consumidor que possui alguma parcela ou dívida com atraso superior a 90 dias. O levantamento revela que homens com idade acima dos 35 anos e renda familiar inferior a cinco salários mínimos representam a parcela de consumidores com maior potencial de dívidas.
 
Cláudia Brilhante afirma que o desemprego é o principal fator para que os consumidores não tenham condições de honrar os compromissos financeiros. 16,7% dos entrevistados concordam com a opinião da diretora, porém, a maioria (50,9%) afirma falta de orçamento e controle dos gastos como principal causador da inadimplência.
 
Confira os principais motivos apontados pelos entrevistados como causador da inadimplência:
 
Falta de orçamento e controle dos gastos - 50,9%;
Aumento dos gastos considerados essenciais - 24,9%;
Desemprego - 16,7%;
Gastos imprevistos - 14,3%;
Redução dos rendimentos - 13,5%;
Compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário - 13,2%
Compras antecipadas - 6,1%.

Israel Gomes

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