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Supermercados em Fortaleza só devem ter carne no estoque até este fim de semana

Em entrevista ao O POVO Online, o presidente da Acesu e proprietário do Centerbox, Gerardo Vieira, disse que há a possibilidade de faltar carne nos supermercados do estado já nesta segunda-feira, 28, em caso de a greve dos caminhoneiros persistir

21:08 | 25/05/2018
O 5º dia de greve dos caminhoneiros está impactando o setor de supermercados de Fortaleza, principalmente nos estoques de carne. O diretor de operações do Nidobox, da rede Uniforça, na Avenida Expedicionários,, Ivamar Cunha, estima que se a greve perdurar até domingo, 27, a situação vai ficar delicada, podendo haver ruptura de loja - ausência do produto na prateleira. Segundo Cunha, o fornecedor de carne do Nidobox informou que o alimento vai faltar segunda-feira, 28. O diretor diz que a situação é parecida em todos os supermercados da Rede Uniforça. 
 
A Uniforça, inclusive, comunicou publicamente que o abastecimento está comprometido, podendo ocasionar aumento nos preços de produtos. Informou ainda que durante o período de paralisação não terá encartes de frutas, verduras e carnes. "Lamentamos o ocorrido e estamos sempre a disposição para melhor atendê-los", diz o comunicado.  
 
O gerente do mesmo estabelecimento, Orivaldo Silva, também chamou a atenção para o preço da batata inglesa saltou de R$ 2,99 o quilo para R$ 7,99. O aumento se deu em um dia, dessa quinta-feira, 24, para esta sexta-feira, 25. "É inevitável aumentar porque não tem o produto", diz 
 
[SAIBAMAIS] 

Em entrevista ao O POVO Online, o presidente da Acesu e proprietário do Centerbox, Gerardo Vieira, reforça a versão do problema no abastecimento das carnes. Ele disse que há a possibilidade de faltar o alimento nos supermercados do Estado já nesta segunda-feira, 28, em caso de a greve dos caminhoneiros persistir. "Leite pasteurizado, por exemplo, faltou ontem em alguns supermercados. A probabilidade é de não ter amanhã. Leite longa, os fornecedores não estão garantindo nada".

Segundo Vieira, o prejuízo ao setor de supermercados é inestimável. Ele menciona, também, os danos financeiros aos fornecedores, uma vez que eles perdem os produtos que apodrecem nas rodovias bloqueadas. Ele diz que no Centerbox costumavam ser descarregados de 30 a 60 caminhões diariamente. "Hoje não foi recebido nenhum caminhão. Ontem, só caminhões de Fortaleza".  

Sobre a prática adotada por alguns estabelecimentos, de restringir a compra do cliente a certas quantidades, ele desaconselha, uma vez que o tamanho das famílias é diferente. "Se seu consumo é de 10 kg, como eu vou dizer que você tem que comprar 5 kg?". Ele pede aos consumidores, entretanto, o cuidado de comprar apenas o necessário.

Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que espera pelos impactos da última decisão do Governo Federal, que, depois de acordo com os caminhoneiros, prometeu liberar os bloqueios das estradas. Por enquanto, diz, "a maioria das lojas trabalha com estoque médio de produtos não perecíveis, e a falta no abastecimento dos supermercados está mais concentrada nos perecíveis no momento". 

A depender da região, a normalização do abastecimento deve levar de 5 a 10 dias após a greve.
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