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Desigualdade se agravou no Nordeste em 2017

No Nordeste, o Índice de Gini - indicador mede a desigualdade de renda - referente ao rendimento médio real subiu de 0,545, em 2016, para 0,559, em 2017

11:55 | 11/04/2018
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[FOTO1]Em 2017, as desigualdades sociais se agravaram em quatro das cinco grandes regiões do Brasil. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta quarta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostra que, no Nordeste, o Índice de Gini - indicador mede a desigualdade de renda - referente ao rendimento médio real subiu de 0,545, em 2016, para 0,559, em 2017.

É o pior resultado do País. O índice de Gini mede a concentração de uma distribuição e varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima). No Brasil, este índice foi de 0,525 em 2016 para 0,524 em 2017.

À exceção do Sudeste, que passou do segundo maior índice em 2016 (0,520) para o segundo menor em 2017 (0,510), o resultado de todas as demais regiões caíram. No Norte, passou de 0,539 para 0,544; no Sul, de 0,473 para 0,477; e no Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.

No Brasil, os 10% da população mais rica detém 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detém 0,7% desta massa.

O estudo do IBGE mostrou ainda que 1% da população brasileira com maiores rendimentos recebeu no ano passado, em média, R$ 27.213. O valor é 36,1 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 754). Na região Nordeste essa razão foi de 44,9 vezes.

E apesar do rendimento médio real per capita, considerando todas as fontes de renda, ter subido no Nordeste de R$ 1.405, em 2016, para R$ 1.429, em 2017, esta continua sendo a média mais baixa do País.
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