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Temer vai telefonar para Trump para tratar da crise do aço

O presidente cogita denunciar os Estados Unidos à OMC e quer parceria entre empresários brasileiros e americanos para pressionar os congressistas americanos

13:56 | 14/03/2018
Donald Trump com avião ao fundo, com a inscrição com nome dos Estados Unidos
Donald Trump com avião ao fundo, com a inscrição com nome dos Estados Unidos
[FOTO1]O presidente Michel Temer (MDB) informou nesta quarta-feira, 14, que irá telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir a taxação extra do aço e do alumínio. Na semana passada, o governante americano anunciou taxas de 25% para importação de aço e 10% para alumínio. Atualmente, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a tributação sobre o aço brasileiro chega a até 0,9%. Sobre o alumínio, é de 2% em média. O aumento entra em vigor em 23 de março.

"Há uma grande preocupação", disse Temer. Ele cogita denunciar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Antes, buscará acordo. "Eu muito proximamente telefonarei ao presidente Trump. Há sugestões no sentido de que ele apreciaria receber telefonemas dos países que foram, digamos assim, objeto deste aumento bastante grande do tributo".

Se não houver entendimento, Temer pretende formular representação à OMC, em conjunto com os países que também têm prejuízo com a medida. “Essa conjugação coletiva dos países dará mais força a essa representação”, disse Temer.
[SAIBAMAIS]
Pressão de empresas


Em outra frente, o presidente pretende que haja articulação entre empresas brasileiras que fornecem aço para os Estados Unidos, junto com empresas americanas que recebem esse aço e que também terão prejuízo. A ideia é pressionar os parlamentares em Washington. “O Congresso americano é muito forte lá nos Estados Unidos”, disse, com esperança de mudança. “”Para nós, é importante solucionar em brevíssimo tempo”, ressaltou a urgência.

Protecionismo


O presidente brasileiro defendeu a derrubada de barreiras entre mercados. "Nós aqui somos contra todo e qualquer protecionismo. Ao contrário: nós aqui somos pela abertura plena dos nossos mercados e queremos também a abertura plena dos mercados estrangeiros em relação ao Brasil". Ele disse que, após 19 anos de negociação, essa é a posição que está sendo fechada para o acordo entre União Europeia e Mercosul.
 
Com informações de Isabel Filgueiras, correspondente do O POVO em São Paulo
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