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Produção de automóveis sobe 6,2% em fevereiro de 2018

23:17 | 06/03/2018

Seguindo a tendência que começou ainda no ano passado, a produção nacional de veículos cresceu 6,2% em fevereiro deste ano em comparação a igual período de 2017, de acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira, 6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No último mês, o número de unidades produzidas chegou a 213 mil, com demanda crescente nas exportações para países da América do Sul.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale afirma que a expectativa é de que o setor monte 3 milhões de veículos até o final deste ano, o que representaria cerca de 12% de crescimento no setor. Atualmente, a indústria automotiva brasileira tem capacidade de montar até 5 milhões de unidades por ano. Depois de quatro ano de queda na produção, devido à instabilidade econômica, as montadoras querem atingir marca similar a de 2013, quando as linhas de montagem atingiram o recorde de 3,7 milhões de unidades.

Apesar do número maior na produção em fevereiro, a quantidade de veículos montados sofreu leve recuo de 2,1% ante janeiro de 2018. A linha de produção de peças para reposição ou conserto não tem acompanhado o crescimento da indústria. O setor ainda sofre com descapitalização. No mercado, o problema gera demora no conserto de veículos.

“A ociosidade no setor de peças está caindo, mas ainda está em 30%. Já entra numa faixa em que as empresas voltam a se capitalizar, voltam a poder investir. Tenho certeza que este ano vamos ver números maiores de mercado e todo mundo tem que está preparado”, responde Megale.

Com aumento na produção, as vagas de emprego continuam a ser criadas nas montadoras. Em fevereiro, 1.470 postos de trabalho foram gerados pelo setor em relação ao número de funcionários em janeiro.

Nos últimos 12 meses, o saldo é de 3.162 vagas criadas. A indústria conta hoje com 130.421 trabalhadores, alta de 2,5% em relação a fevereiro do ano passado. O presidente da entidade não prevê criação de novos postos até o fim do ano, a menos que montadoras passem a aumentar os turnos de trabalho. “Hoje vai haver um movimento para otimização da mão de obra. Melhoria de produtividade. Só vamos ver saltos maiores se o mercado crescer de uma forma desproporcional”, afirma.

Redação O POVO Online

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